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Reflexões

PROFECIA CRESCE E TEM VIDA

PROFECIA CRESCE E TEM VIDA

 

 

 

 

 

 

 

PROFECIA CRESCE E TEM VIDA

 

 

A profecia quase sempre serve a propósitos multidimensionais. Atende ao imediato no mínimo como esperança de justiça divina, mesmo que seja pela manifestação simbólica de algo que aponte na direção sonhada profeticamente. Além disso, mesmo quando numa outra geração ela não se faz notar nem mesmo como cumprimento simbólico, no entanto, serve de alento pelo simples fato de mostrar que outros, antes de nós, não se tornaram ridículos ante a vida pelo fato de crerem e terem morrido na esperança da promessa profética.

 

Num outro texto do site [ A CADEIA ESPIRAL DA VIDA ] — eu digo que creio que a vida caminha em espirais, e que a História também segue o mesmo movimento, só que quase sempre na direção de uma Evolução Contra a Natureza.

 

A profecia faz a mesma viagem em espiral.

 

João, por exemplo, ao entregar às igrejas da Ásia suas visões do Apocalipse, cria que tudo o que recebera se cumpriria logo e lá, entre eles, no meio do Poder da Babilônia – Roma, a cidade das 7 colinas.

 

João teve as suas bestas. “A que era e já não era e voltaria a ser”, era a idéia do “Nero Redivivo”. Na realidade, durante os anos de sua vida, João esteve sob 10 Imperadores de Roma. E viveu as grandes agonias dos dias de Calígula, Nero, Tito e Domiciano.

 

Ou seja: quando João pensava na Besta, e nos poderes de seus domínios e alianças, ele pensava no que estava bem diante dele. Entretanto, apesar de inúmeros aspectos de sua profecia terem tido seus correspondentes bem expressivos nos dias do apóstolo, no entanto, quantidade enorme de outros aspectos de sua profecia, projetavam-se nos seus superlativos para tempos muito mais amplos, planetários e globalizados, conforme os cenários descritos no Apocalipse.   

 

Em cada século houve cenários de natureza apocalíptica forçando a percepção humana a abrir-se para uma interpretação da História que a vinculava ao juízo de Deus.

 

Todas as calamidades, pestes, fenômenos inexplicáveis, tiranias perversas, expansões de regimes, guerras, terremotos e acontecimentos catastróficos na natureza, assim como todas as explosões de ódio social, sempre tiveram o selo de interpretações apocalípticas em cada geração.

 

Ou seja: o Apocalipse é como uma maquete em escala multidimensional; de tal modo que cada geração vê na maquete a dimensão de sua própria realidade, assim como hoje acontece com a nossa.

 

Por exemplo:

 

Como seria possível se presenciar os acontecimentos na Europa na década das Perversões de Hitler, e não imaginar que o mundo havia chegado ao fim? E mais: como seria possível não relacionar a maldade e os acontecimentos inomináveis daqueles dias ao cumprimento das profecias do Apocalipse? Ou ainda: naquele contexto, como poderia Hitler, à semelhança de Nero antes dele, não ser visto como a ultima e definitiva manifestação do Anticristo?

 

Jesus mesmo se utiliza de profecias “cumpridas”. Ora, este é o caso do referido “Abominável da Desolação, de que fala o profeta Daniel” — profecia que havia tido poucos séculos antes, em Antioco Epifânio, o seu cumpridor, ao imolar um porco no altar do Templo em Jerusalém. Para Jesus, todavia, aquela profecia haveria de se cumprir ainda ou outra vez.

 

De fato, Jesus relaciona a prática de abominações realizadas por estrangeiros em Jerusalém, sempre à necessidade de se fugir da cidade, posto que o juízo estaria vindo sobre aquela geração que visse tais coisas.

 

Entretanto, a abominação de Antioco, foi transferida para Tito, no ano 70 de nossa Era; e, depois, para Adriano, quando Jerusalém foi batizada com um nome pagão e o lugar do Templo deu lugar a um santuário também pagão; e, do mesmo modo, projetar-se-á até o dia em que o Arquétipo Profético ganhar a sua concreção final na história.

 

Desse modo a profecia se torna viva para cada geração de leitores das Escrituras. E não importa se elas se cumprem ou não em plenitude para aquela geração. Isto porque tanto seu papel consolador, quanto também seu bisturi de analise da realidade, coerentemente com o volume de apocalipcidade daquela geração, haverão de cumprir os seus papeis, conforme foi nos dias de João, no caso do Apocalipse.

 

Eu, todavia, creio que nunca antes o planeta foi o palco inteiro de nada como acontece hoje, o que nos põe numa situação de muito provavelmente sermos os habitantes da Terra que, na sua geração, mais viram os arquétipos apocalípticos ganharem contornos que assustariam o próprio João, dada a magnitude cósmica daquilo que de apocalíptico nos cerca.

 

 

Pense nisso!

 

 

 

Caio

 

09/02/08

Lago Norte

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DF