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Reflexões

POR QUÊ QUEM TEM, MAIS TEM?

POR QUÊ QUEM TEM, MAIS TEM?



Jesus disse que a quem tem, a esse será dado ainda mais; e que àquele que não tem, dele será tirado ainda mais. Creio que a maioria das pessoas discorda de que as coisas tenham que ser assim. Mas, e são elas assim? É a vida uma demonstração absoluta desse princípio? Digo isto porque também se vê gente quem tem, e deixar de ter tudo; e gente que não tinha, e passa a ter demais. Então, do quê exatamente Jesus está falando? O que Ele enuncia não é um carma, mas um principio, e que deve ser sentido como algo que corre como água em seu fluxo natural, enquanto é natural. Quem é capitalista em geral usa a primeira parte, dos ganhos, para justificar suas fortunas. Já quem é socialista, ou coisa que o valha, usa a última parte da afirmação final, das perdas, a fim de protestar contra as injustiças do capitalismo. Na minha opinião Jesus estava falando do fluxo natural de todas as coisas: o que tem mais, atrai na proporção do que tem e é; e o que tem menos deixa de atrair na mesma medida em que não se torna convidativo. Isto vai dos fluxos da alma às forças gravitacionais e de qualquer natureza existente no Cosmos. Sim, podemos levar em qualquer direção que este fluxo natural se faz presente, dos movimentos de atração dos corpos celestes aos recônditos da interioridade e da riqueza que só existe como subjetividade; isto é obvio sem abandonarmos a realidade de coisas como fama, prestígio, poder, riquezas, etc... —sim, em qualquer desses mundos veremos que este princípio está presente. No entanto, o que o mantém como algo bom para nós, é a fé no fato de que só vale ter, se o ter for antes ser; pois, do contrário, o que se terá será somente o fluxo das atrações perversas, e que em torno de nós gravitam na intenção de se fazerem agregar a nós; mas apenas como vampiros de nosso ser. É nesse tempo que quem tinha, deixa de ter. Entretanto, o que nunca teve, ou teve, mas está em processo de perda ou já perdeu, o que deve ele fazer para reverter esse estado? Ele deve se harmonizar mediante a segurança que decorre da confiança no amor de Deus. É somente na nossa auto-percepção no amor de Deus, que aquela “uma só coisa” que é necessária para tudo, conforme ensinou Jesus, aparece em seu maior poder, mudando a nossa sorte. O fluxo natural das coisas é conforme o “enunciado”. No entanto, o enunciado não é um carma, mas um curso; sendo, portanto, reversível, mas somente quando pela confiança no amor de Deus, descobrimos que o que vale não é o que se tem, mas quem se é. Ora, nesse instante, o que não era começa a passar a ser. Ao passo que para aquele que não confia no bem supremo do amor de Deus, sua insegurança o levará à total desconfiança, e é deste ponto que ele começa a ver a terra girar ao contrário. Pense nisto! Caio