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Histórias

NASCIDO SEGUNDO A ORDEM DE MELQUIZEDEQUE: um testemunho

NASCIDO SEGUNDO A ORDEM DE MELQUIZEDEQUE: um testemunho



Há certos homens que são tão aparentemente duros, que, quando procuram você com lágrimas nos olhos e dizendo que Deus falou com eles, você tem que parar, se aquietar, e ouvir com a melhor atenção.

Hoje encontrei um conhecido de muito tempo atrás, e que mora aqui em Brasília. Ele nada tem de crente ou de religioso, e, no curso dos anos ganhou muito dinheiro; e, com boca cheia, confessava que existia em função de sexo, poder e dinheiro.

Bom de bico, mulherengo, direto, obstinado, macho aguerrido, e águia nas intenções, ele viveu atropelando quem lhe passava o caminho sem favorecê-lo.

Outro dia, sabendo que estou em Brasília, ele me ligou e marcamos de nos ver. Hoje nos encontramos. Ele me pediu para contar como tinha sido minha viagem nos últimos 8 anos, tempo no qual deixamos de nos ver. Narrei tudo a ele com simplicidade, e, sobretudo, mostrando a ele como a tribulação me havia feito muito bem a alma.

Ele ouvia tudo se modo calmo e sereno. Isso me intrigava, visto que o homem que eu antes conhecia era irrequieto e angustiado.

Então ele começou a me contar o que lhe havia acontecido nos últimos meses. E foi claro e franco como sempre. Disse que vivia na canalhice e que não estava nem aí pra ninguém. Mas que uma irmã dele, a qual, um dia, 15 anos atrás, havia deixado tudo, e desaparecido pela Terra; reaparecera em sua casa, e se fazia acompanhar de um homem português. Ele estava saindo para uma viagem com um famoso cantor brasileiro, e duas modelos conhecidas. Seria uma viagem pelas praias do Nordeste. A irmã, então, disse que só o perdoaria por não ficar com ela, se ele a acompanhasse, quando voltasse de viagem, ao país do qual seus pais eram originários; pois o país estava na iminência de se ver outra vez sob um banho de sangue. Ele disse que não entendeu nada, mas estava tão exasperado, que disse que iria com ela até lá assim que voltasse.

A irmã dele, então, disse que iria embora, e que no tempo próprio cobraria dele aquele compromisso.

Ele estava apressado e disposto a esquecer aquela maluquice. Fez sua viagem, e voltou. Esqueceu a história da irmã. No entanto, dois meses depois, ela apareceu dizendo que desejava ir já no dia seguinte. Ele disse que as passagens dela e do português estavam disponíveis, mas que ele não iria.

Ela colocou pressão, e ele, culpado por muitas coisas em relação a ela, acabou indo. Quando entraram no avião ele viu uma mulher bela e a desejou. A mulher acabou sentando do lado dele. Duas horas depois estavam aos beijos e amassos. A mulher dizia que estava indo para um país do oriente médio. Ele queria que ela ficasse com ele no destino deles. Faria qualquer coisa para que ela acedesse. Os amassos continuaram. Estavam se devorando. Quando a irmã dele veio por trás do banco , e disse: “Quando você chegar lá, e pisar no chão, diga: Pai, eu peço paz e reconciliação para os dessa terra”. Ele disse que estava tão doído pela mulher, que disse: “Sim! Claro! Falarei com o Pai!”; e despediu a irmã.

Quando chegaram ao destino, a mulher disse a ele que estava ganhando uma nota preta para ir fazer parte de um harém de um Xeique. Ele desfaleceu. Saiu do avião “arriado” com o susto. Mas quando botou os pés no chão, ele disse: “Pai, eu peço paz e reconciliação para os dessa terra”.

Então, me disse ele:

“Cara, eu apaguei. Entrei numa dimensão. Fui ao juízo final. Minha vida passou na minha cara. Todas safadezas e sacanagens. Tudo. Todas as maldades. Minha sujeira toda. Tudo se abriu. Eu morri. Tiveram que me tirar e me levar. Minha irmã disse que eu tinha que ficar uma semana lá para ver a resposta a minha oração. Eu fiquei. No sétimo dia declararam que as tropas Sírias estavam se retirando do Líbano. Eu quase morri. E agora, meu amigo, eu não sei mais o que fazer da vida. Não sou mais o mesmo. Tudo mudou em mim. Entrei numa paz. Fui julgado, condenado e absolvido. Não sei explicar, mas mudei.”

E me contou muitas coisas mais. Conversamos muito e lhe falei do Evangelho da Graça. Seus olhos brilharam. Disse a ele que Deus era Soberano e chamava a quem queria e que se revelava como bem desejava.

Senti que ele era meu irmão. Havia um outro homem ali, bem adiante de mim, e que havia nascido em Cristo segundo a Ordem de Melquizedeque, e que só estava sendo formalmente apresentado à informação do Evangelho depois de já ter sido alcançado pela revelação do Evangelho. Afinal, na Cruz e diante dela, é onde o homem recebe a consciência de que foi julgado, condenado e absolvido.

O Espírito sopra onde quer... Todo aquele que é nascido do Espírito ouve a sua voz.



Nele,




Caio