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Reflexões

EU E MEUS IRMÃOS ESTAMOS DOENTES?

EU E MEUS IRMÃOS ESTAMOS DOENTES?



EU E MEUS IRMÃOS ESTAMOS DOENTES?

 

Meus amados irmãos: Paz sobre todos!

Deus tem me dado, no curso de minha existência, o privilégio de ver a vida de muitos ângulos e perspectivas.

Tantas têm sido essas esquinas, estações, encontros, experiências, posições, observações, modos de percepção de tantos a meu respeito, e minha particular caminhada e olhar da vida-diferente que Deus tem me dado, que superabundou de tudo...

A cada dia sei mais e mais o tamanho da Graça que nos foi proposta em Cristo.

Hoje, minha maior aflição, sinceramente, é ver como os cristãos, quase que na sua totalidade, são completamente adoecidos pela visão legalista e moralista do pecado.

É um caminho sem esperança nenhuma esse no qual o cristianismo se meteu.

Todos ficamos doentes e adoecemos todas as sociedades nas quais tocamos—de Constantino para cá...

Tudo aquilo no que entramos ficou mais culpado.

Culpa foi o que levamos ao mundo, não Boa Nova.

E mais do que culpa: nós tornamos o prazer e a alegria coisas feias e malévolas.

O sexo é o diabo da carne dos cristãos e judeus.

Daí as sociedades judaico-cristãs serem também as mais neuróticas e deprimidas da Terra.

O Brasil é um fenômeno interessante neste particular. A sociedade é liberal, embora seja confessionalmente moralista em certas coisas...as que são politicamente corretas.

A “igreja” é neurótica na medida em que a sociedade circundante seja sexualmente liberal.

Ou seja: a “igreja” não é o equilíbrio. Ela é o pólo oposto!

O resultado está aí...

Os crentes estão sexualmente doentes porque o que a “igreja” ensina sobre sexualidade não é a verdade; pois, caso fosse, estaríamos bem em nossa sexualidade; afinal, a verdade liberta, não escraviza...ou adoece.

Portanto, estou autorizado a dizer, pelo menos com base em 2 mil anos de história cristã sexualmente desastrosa, que a “igreja” ainda não discerniu o significado da sexualidade e nem do sexo, e está longe, muito longe ainda, de poder ser uma comunidade terapêutica e sanadora, pois ela mesma está completamente doente; sendo vitima de seu próprio veneno, isto pela inequívoca demonstração que ela dá quanto ao fato de que sua “moral” é falsa e inumana, pois a “igreja” fracassou sempre nos pecados que ela mesma elegeu como os mais importantes.

Isto para não falarmos nas invejas, nas facções, nas lutas demoníacas pelo poder, da língua da antiga serpente que tremula na boca de muito crente, e de todas as maldades disfarçadas de piedade...

Irmãos, são milhares de cartas que eu recebo aqui, de todo tipo de gente, de líderes e de liderados, de conhecidos e desconhecidos, de cultos e incultos, de pessoas ricas e de irmãos muito pobres, e de todas as regiões do país, e de vários paises do mundo, e o resultado de tudo, é um só: nós estamos muito enfermos; e é a total falta de verdade no encaramento de nossa condição humana aquilo que mais impediu o Evangelho de ser Boa Nova para nós e para o mundo.

A “igreja” precisa se esquecer de quem ela é.

Ela tem que se desinventar...todinha...e se abandonar na simplicidade do Evangelho e das cartas apostólicas.

Sim, ela tem que poder saber História a seu próprio favor, não contra ela. A “igreja” só sabe a História como se no passado residisse nosso Presente e nosso Futuro. Ou seja: sabe contra ela e contra a vida, pois sabe contra o Hoje!

Voltar para o Evangelho não é voltar ao passado, é abraçar o Hoje.

Mas viver da História da Religião é existir como sacerdote sepultado junto com Faraó, e que o servirá enquanto o ar não acabar.

Fica aqui meu pedido de oração.
Precisamos orar para que Deus derrame espírito de humanidade, verdade, e confissão (nem tanto verbal) de vida e confiança no amor de Deus, encontrando-nos uns aos outros com a alegria com a qual bons meninos encontram outros bons meninos.

Precisamos pedir ao Pai que nos ajude a ter coragem de ensinar a verdade, e a termos confirmada como paz no nosso coração; ao invés de ensinarmos regras e mais regras, que nem nós e nem qualquer outra geração conseguiu carregar—conseguiu apenas esconder!

Precisamos crer no Evangelho urgentemente!

Chega!



Caio


23/01/04