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Reflexões

E Se Tivéssemos Coragem?

E Se Tivéssemos Coragem?

E SE TIVÉSSEMOS CORAGEM?

 

Muita gente me pergunta o que eu penso que deveria ser feito para que algo novo acontecesse com a “igreja” a fim de que ela retomasse sua essência.

Minha resposta é a seguinte:

O impossível. Portanto, não tem que ser tentado, pois, implicaria num auto-aniquilamento que a “igreja” jamais suportaria—pois jamais suportou.

Creio que o que se deve fazer é revolucionariamente simples:

Sem “propósito”, “objetivo” ou “missão” as pessoas deveriam voltar a se reunir em casas de amigos para orar, ler a Palavra, louvar com singeleza de coração, partir o pão, meditar e ensinarem-se umas às outras conforme o dom de cada um e, ninguém deveria ser nada nesse grupo, exceto de acordo com o dom da graça recebido.

Foi assim que a Igreja viveu até o quarto século.

De lá para cá se estabeleceu um modelo que o N.T. não conheceu e nem ensinou.

Em tempos como os nossos—com tanta facilidade de comunicação também a distancia—não existe razão para que grandes irmandades de comunhão fraterna não sejam criadas.

E você pergunta:
Qual o poder que tem essa igreja?

O reino dos céus é como o fermento: vai crescendo desde dentro, até levedar toda a massa.

O marketing não é a projeção da imagem, mas a vida singela, bondosa e generosamente humana que cada um viver.

Se, todavia, virar um movimento ou uma onda, acaba tudo em pouco tempo.

Quem não gosta disso são os políticos—que precisam do rebanho reunido em grande quantidade—, e os pastores que se alimentam do culto ao gigantismo de seu próprio ministério visível.

Sugiro isto como único caminho que vejo no Novo Testamento.

As demais formas de expressão são religiosas e carregam o papel de fenômeno histórico. Jamais acabarão.

Já deram, entretanto, o que tinham que dar.

Não dá mais para se aguardar surpresas a esse respeito.

Quanto mais os irmãos se sentirem irmãos conforme a simplicidade da fé, mais revolucionária será a Igreja.

E mais livre do ataque do Dragão ela estará—conforme o Apocalipse (12:13-18).



Caio Fábio