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Reflexões

DO HOMO-SAPIENS AO HOMO-CHRISTUS

DO HOMO-SAPIENS AO HOMO-CHRISTUS

 

 

 

 

DO HOMO-SAPIENS AO HOMO-CHRISTUS

 

 

Não rejeite ao que fala com você; porque, se não escaparam aqueles que rejeitaram as advertências feitas na terra, muito menos nós, se nos desviarmos Daquele que dos céus nos fala.

 

Dele é a Voz que já moveu a terra muitas vezes ao falar, mas agora Ele mesmo anunciou, dizendo: “Ainda uma vez moverei, não só a terra, mas também o céu.”

 

E esta palavra: Ainda uma vez..., mostra a mutabilidade das presentes coisas, como sendo coisas corruptíveis, e propõe a direção das coisas permanentes.

 

Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a Graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade; Porque o nosso Deus é um fogo consumidor.

 

 

As palavras acima são de alguém que de fato conhece a natureza de Deus por experiência.

 

Ele sabia que o caminho de Deus vai de perfeição em perfeição, conforme a fase da jornada; e sabia que Deus cria abalando e removendo, refazendo, apontando na direção que venha a corporificar a incorruptibilidade, mas que primeiro se tem que conhecer as coisas corruptíveis, a fim de que se herde as incorruptíveis.

 

A viagem toda do Cosmo e de todas as existências — apontam na direção de crescimento e de evolução.

 

No entanto, a evolução que quase nenhum evolucionista deseja admitir, é esta evolução proposta pela revelação de Deus, e relatada pelo escritor da carta aos Hebreus: a evolução das coisas corruptíveis para as coisas incorruptíveis; a jornada para além das estrelas; o caminho ao clímax supremo; o patamar do máximo de tudo; a transformação do ser em plenitude divina pela absorção da natureza divina pela via da Palavra da Vida [conforme diz Pedro na 1ª epístola].

 

Aí é demais...

 

Sim! Pois a evolução que o homem quer e reconhece na natureza das coisas que se corrompem, é a evolução dentro da mortalidade; aliás, é evolução em razão da própria mortalidade de todas as criaturas.

 

Afinal, a busca do homem é por imortalidade e não por vida eterna.

 

Desse modo, se quer evoluções dentro da mortalidade e da corruptibilidade, mas não na direção da vida eterna.

 

O salto, no entanto, na direção dessa última evolução, é dado contra o instinto de sobrevivência, contra o “si mesmo”.

 

Na evolução natural privilegia-se o “si mesmo”, pois, é a sobrevivência dos mais aptos.

 

No entanto, no ultimo salto da evolução, a mente tem que se desenvolver como consciência contra o instinto; e isto só é possível no ambiente da natureza, pela via de algo completamente alienígena na natureza, que é a fé que diz que para além da matéria há espírito; e que diz que o caminho para o mergulho infinito no espírito acontece pelo morrer do “si mesmo” hoje, em processo; e, depois, pela morte como cessação do corpo.

 

Ora, tal último salto somente acontece de modo consciente pela fé em Jesus.

 

Sem a consciência explicita que advém da fé em Jesus, fica a infinita Graça de nosso Deus, que, em toda parte, se revela aos que O buscam, mesmo quando a pessoa não tem um Nome para dar a Quem de fato busca; mas que, em buscando, submete o instinto animal à compaixão e à misericórdia; ou seja: escolhe o amor, a justiça e paz como marcas de sua vida — pois estas são as marcas do Reino de Deus, que é Fim Ômega da existência.

 

O homo-erectus comeu do fruto da “Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal” e se tornou homo-sapiens.

 

Quando o homo-sapiens não come da “Árvore da Vida” em Jesus, ele morrer quando morre. Ou, no máximo, existirá sem pessoalidade e a consciência de si, se não abraçar as chances da misericórdia de Deus na Luz da Decisão ante a Eternidade. Mas, enquanto isto... na terra ou em qualquer ambiente espiritual, viverá no inferno como existência, quando na sua existência na há a vida do amor.

 

Quando o homo-sapiens come da “Árvore da Vida” em Jesus pela fé, ele inicia o caminho da transformação em homo-christus, a qual vai acontecendo em processo, na medida em que ele negue o “si mesmo” e abrace o amor; e, depois, quando, sem medo do morrer, ele deixe o corpo mortal e se torne plenamente homem segundo Deus.

  

A maioria, todavia, prefere apenas a evolução dentro da mortalidade, não vendo que tais coisas são ainda apenas parte das coisas abaláveis, sendo que nosso último chamado é para fazermos hoje e já a escolha pelas coisas inabaláveis, que são todas as coisas do amor.

 

A via deste caminho é pelo fogo da santidade de Deus, que vai queimando tudo o que seja queimável em nossa existência entupida de banalidades feitas coisas importantes pelo nosso olhar corrompido pela morte como desejo.

 

 

Nele, que nos chama para sermos segundo a imagem de Seu Filho,

 

 

 

Caio

27 de janeiro de 2009

Lago Norte

Brasília

DF