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Histórias

DE CAIO PARA ADRIANA & ADRIANA PARA CAIO

DE CAIO PARA ADRIANA & ADRIANA PARA CAIO



Faz hoje seis anos e seis dias que levei você pra almoçar. Era o dia 12 de junho de 2000.

Cheguei antes...

Fiquei vendo você correr em seu atraso, sem saber que já a via desde longe, no bar de nosso primeiro encontro deliberado.

Senti estranha intimidade com você, tanta que até senti ciúmes de não estar já presente nas horas difíceis de sua vida... Estranhamente eu queria cuidar de você, a quem eu mal conhecia no tempo...— embora sentisse que tinha vínculo essencial com você desde antes de cronos nos dar a chance do encontro no tempo e nos espaço.

Quis imediatamente cuidar de você como marido, pois, o que já sentia, sem nunca ainda ter conversado com você, exceto por aquela primeira hora de narrativas pessoais —, era que você sempre fora minha, e que a vida nos mantivera caprichosa e soberanamente tão próximos, tão nos cruzando, tão com você me ouvindo ou lendo, tão vizinha de tudo, e tão gêmea de alma, mas tão sem-encontro tantos anos — você em Copacabana e eu em Niterói — que era de dar alegria e certa tristeza, por ter estado tão perto e tão sem acesso a você, sem quem, já desde há tempo, não sei mais como é viver; e nem existir.

Sempre nos conhecemos, Adriana, minha mulher, desde antes de sabermos quem éramos ou seríamos um para o outro; pois, o que é, é.

Amo você hoje mais do que nunca! E que cresça para sempre essa alegria de amar você!

Feliz dia dos Namorados, minha mulher, amante, amiga, e eterna mulher-menina, Adriana, hoje, D’Araújo.


Caio

12/06/06
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Meu amor, meu marido, meu amante e sempre namorado,


É sempre maravilhoso para mim, lembrar daquele 12 de junho de 2000. Dia absurdamente luminoso e de um frio envolvente, acolhedor ...

Enquanto você me observava protegido pelo vidro, e eu saía ainda do carro, o meu coração tremeu, e todo o meu ser ficou convicto de estar na eminência de saber-me sempre sua, ao te ver belíssimo, encasacado de dourado e de Amaretto...

Senti depois de todo delicioso e mágico almoço, cheio de sol por fora e fogo de encontro por dentro, já na porta do Rios, que eu te desejava tão intensamente que a minha alma, certa de tudo e sem saber de nada, borbulhava de prazer comemorando em fim o Revellion da alma.

Mas só estava começando. Hoje, dia dos namorados, seis anos depois, o meu coração não viu o tempo passar...

Meus olhos só viram você, o meu amor parece que nunca se contenta em crescer e continuo com a alma certa, como naquele dia, que por ordem do Único de onde procede toda boa dádiva, fomos servidos por anjos.


Eu sua mulher, me declaro completamente apaixonada . Eu te amo.


Nele que tem prazer no nosso amor,

Sua

Ubi ego Caia – Adriana D’Araújo

Logo depois de ler a minha carta pra ela