Português | English

Reflexões

CONFIDENCIAL E SIGILOSO

CONFIDENCIAL E SIGILOSO

CONFIDENCIAL E SIGILOSO

 

Esta minha relação com a Internet como mídia, me tem sido extremamente rica.

 

Sinto algo estranhamente próximo do real, só que remete o real como documentação existencial para algum lugar.

 

Tenho tido todos os tipos de encontros humanos. Numa variedade de relacionamentos, nos quais, às vezes, me é possível perceber até o humor da pessoa no dia e na hora, tanto pelo tom, como pelas construções.

 

Já fiz muitos ministérios nesta vida. Mas nenhum deles me trouxe da proximamente para o relacionamento humano e franco, como este aqui.

 

Acompanho situação e seus desdobramentos. Aqui no site, muitas vezes, colo apenas a primeira de uma sucessão de correspondências, e que têm desfechos os mais diversos.

 

Ninguém que de boa mente me escreveu até hoje, poderá dizer que não recebeu minha resposta mais simples e franca acerca do que me perguntou.

 

O que me impressiona mais é ver tristeza se transformar em alegria, isso no virtual. Às vezes eu chego a uma certa carta dois meses depois de ter sido enviada; leio-a, e sinto dor. A dor do atraso, de ter ficado ao lado e tão distante de algo tão dolorido, e de só estar respondendo o que me foi sinceramente perguntado tanto tempo depois.

 

Mas respondo assim mesmo. Então vem a resposta alegre de alguém que diz: “Chegou na hora certa”; ou ainda: “Chegou depois, mas apenas me confirmou a decisão que eu havia tomado em paz”; ou mesmo: “Lendo o site eu encontrei numa outra resposta que você deu a um irmão, aquilo que eu precisava”.

 

Aí eu fico alegre e grato a Deus.

 

Se alguém, há sete anos, me dissesse e me mostrasse um filme daquilo que hoje me está acontecendo, eu jamais iria acreditar.

 

Quando eu respondo ou escrevo aqui no site, levo sempre em consideração que se as pessoas quisessem saber o que se diz por aí, elas não estariam escrevendo e perguntando; e sei também que é assim, porque as pessoas sentem que existe algo estranho, e que nunca é mencionado. Pois, de fato, elas sabem que seus líderes sabem muito mais do que lhes dizem; ou que dizem muita coisa que não sabem; ou afirmam muita coisa por pura conveniência; ou mudam de estratégia de acordo com o que dá mais certo; ou que chamam num canto e falam: “Olha, eu creio assim e assim, mais eu não posso falar. Se você disser que eu creio assim, eu nego; mas é assim que eu creio”.

 

Aí elas ficam sem saber...

 

Diante de Deus, eu sei para mim mesmo, que sempre disse às pessoas o que eu pensava, se indagado.

 

Continuo fazendo o mesmo. Só que agora, em razão da distante proximidade e do alto nível de documentabilidade dessa mídia, que é a Internet, eu me vejo dizendo da varanda aquilo que antes eu dizia no interior de qualquer casa. E há muitos que sabem disso.

Também ouço muitas histórias aqui. histórias de todo tipo. Especialmente acerca da reação de pessoas ou grupos acerca do que eu aqui escrevo.

 

De todos os lugares há pessoas que visitam este site no meio cristão; o que faz com que me comentem reações de líderes, e muitos outros, em relação, especialmente, às minhas respostas no link Cartas.

 

Tenho crescido e aprendido muito com os irmãos. E tenho visto quanta gente boa de Deus anda espalhada por aí, buscando conhecer a Deus, e servi-Lo de coração; e como esses são a maioria esmagadora.

 

Dói também ver tantos líderes bons, humanos e gente boa de Deus, mas que têm que ficar sempre aquém ou além do que crêem, apenas porque o conselho dos anciãos policia a consciência de muitos.

 

O que mais vejo, no entanto, é gratidão e muito carinho.

 

São milhares de pessoas que me encontraram na estrada há muito tempo atrás. E que pelos meios e modos mais diversos confessam-se, no Senhor, beneficiárias de meu ministério ao longo de trinta anos.

 

Sinto-me abraçado e acarinhado por milhares de vocês, meus queridos irmãos.

 

Escrevi isto como se fosse um relatório ministerial e existencial de minha relação com todos vocês, através dessa mídia, aparentemente, tão fria.

 

Tenho sido inflamado por vocês!

 

Nele,

 

Caio