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Reflexões

COITADA DA ÁRVORE DO CONHECIMENTO: virou o judas vegetal da queda

COITADA DA ÁRVORE DO CONHECIMENTO: virou o judas vegetal da queda

 

COITADA DA ÁRVORE DO CONHECIMENTO: virou o judas vegetal da queda!

 

 

A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal não era má, só não era para o homem...

Talvez por nada... Talvez apenas porque era assim ou precisasse ser...

Quem sabe?

Eu apenas confio!

Aliás, possivelmente nada houvesse em seu fruto, nenhum alterador de consciência, nenhuma cannabis sativa edêmica, nenhum LSD natural, nenhuma cogumelo alucinógeno; enfim..., nada.    

Tudo acontecia apenas na mente.

A Árvore, do lado de fora, poderia sem um pé de tamarindo, como no Livro de Enoque, ou um jenipapo engelhado, como no quintal/éden de minha avó.

Tudo acontecia apenas dentro...

A Árvore não era; ela se fazia; ou se faria ou não.

Se ela nunca tivesse sido comida, ela teria sido apenas aquilo que nunca foi por nunca ter sido comido.

Mas como ela foi comida, ela virou todas as árvores do jardim e muito mais; ela se tornou todo o potencial da mente humana sem o teto da obediência ao mandamento do amor de Quem falava.

A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal teve sua representação simbólica do lado “de fora”, se teve; porém, sua verdadeira manifestação é dentro da mente, no jardim ou desertos de decisões; pois, ela carrega apenas o poder do gosto e da química que decorrem da obediência ou da desobediência.

Entretanto, uma vez comida, ela nasce em nós; ela vira DNA; ela é a gente.

Do lado de fora ela é a teia que nós formamos; para o bem e para o mal; feita de todas as nossas bondades, maldades ou ambigüidades.

Tudo o que Deus criou, Ele criou bom. E a Árvore do Conhecimento não era um ente caído ou amaldiçoado, mas apenas um ente Referente; um ente/portal de escolha; um lugar interior de decisão de amor livre; um lugar de confiança; um singelo berço da fé que obedece por que confia...

Era só isto, pois era tudo isto!

Essa Árvore não aparece na Nova Jerusalém.

Ela é a Árvore de nossas relatividades e ambigüidades. Por isto ela morrerá quando vier o que é Perfeito.

Espero que isto seja útil ao seu discernimento do processo de bem e mal neste mundo.

Esta é a razão de eu escrever tanto acerca desta Árvore. Coitada. A culpa não é dela. Falo da Árvore de nossas obsessões, e que existe hoje dentro de cada um de nós.

Pense nisto!

 

Caio

21 de abril de 2009

Copacabana

RJ