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Reflexões

CIDADE DE BOAS MEMÓRIAS!

CIDADE DE BOAS MEMÓRIAS!

CIDADE DE BOAS MEMÓRIAS!

 

 

A primeira vez que vim à Anápolis, eu creio, deve ter sido aí pelo iniciozinho da década de 80.

 

Acho que foi atendendo a um convite de meu amigo Joel, à época pastor da Primeira Igreja Presbiteriana, ou “Central”, como é conhecida aqui!

 

Daí em diante voltei dezenas de vezes à cidade!

 

Cruzadas de evangelização me trouxeram aqui muitas vezes. Houve ocasiões em que em uma semana de “campanha” cerca de 20% da população vinha ao estádio ou ginásio de esportes.

 

Era invariável estar presente nos tele-jornais da Globo de manhã, à tarde e à noite. Os outros canais de televisão e as rádios também eram usados como meios de divulgação do evangelho.

 

Fiz grandes amigos em Anápolis. Amizades que perduraram nas tempestades!

 

Ainda hoje, assim que cheguei no hotel, saí sozinho para ir à farmácia. Muita gente ainda me reconhece aonde vou em Anápolis.

 

Encontro sempre gente de todo lado que se converteu naqueles muitos eventos. Havia muita graça no ar e muita unção em tudo. As pessoas estavam ávidas. O evangelho ainda não havia virado fonte de renda e negócios para muitos.

 

A década de 90 deu na nossa venta!

 

Foi explosiva e implovisa!

 

A “igreja” cresceu e se diluiu em proporções maiores ao seu próprio crescimento numérico.

 

Hoje a “igreja” virou um dos maiores campos missionários do país!

 

É mais fácil evangelizar ateus, espíritas, católicos e praticantes de cultos afro-ameríndios que evangelizar os “evangélicos”.

 

Evangélico se crê miserável e arrogantemente salvo!

 

Sempre pensa que o Palavra é para os outros. Por isso a Palavra nunca é para os evangélicos!

 

“Ele ainda não conhece a Palavra”—é o que ouço toda hora!

 

Sinto dor. Eu não conheço a Palavra nesse sentido “evangélico”. Estou à mercê da Palavra. Conheço um pouco a Bíblia, mas a Palavra... ah!

 

A Palavra não está ao dispor de empacotamentos!

 

Estou me preparando para sair para pregar. Vou com amor e com saudade. Mas vou também com esperança.

 

Quem sabe Deus não derrama sede e fome?!

 

Não de água e nem de pão, mas de voltarmos a ouvir a Palavra do Senhor?

 

Que venha a fome!

 

Que sintamos sede!

 

Que a Palavra nos sacie!

 

Caio Fábio