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Reflexões

A ILHA DE PÁSCOA E O APOCALIPSE

A ILHA DE PÁSCOA E O APOCALIPSE

 

 

 

 

 

A ILHA DE PÁSCOA E O APOCALIPSE

 

 

 

 

É a primeira vez que a Humanidade chega tão perto de ter que se encarar, numa Terra que não tem saída, a menos que essa saída seja alcançada no coração dos homens.

 

Sim! Porque o único chão que poderia salvar os Homens está dentro do coração de cada um. Mas ninguém quer nada para dentro. Só se quer mundo para fora.

 

Total tragédia, pois, o reino de Deus não chega em nenhum lugar se não se fizer plantar no único chão que lhe aceitável: o interior humano, conforme Jesus disse.

 

E que mundo de paz, justiça, vida e harmonia se pode ter fora do reino de Deus?

 

São as muitas construções apenas para fora as que agora matam o mundo exterior a nós, a Terra; enquanto, pela própria prática delas (das construções externas), nosso homem interior se pedra cada vez mais... 

 

O pecado é um ciclo de morte com uma ou todas as supostas desculpas de vida...

 

Somos todos como os antigos habitantes da “Ilha de Páscoa”, no meio do Oceano Pacifico.

 

Como todas as demais civilizações que se auto-extinguiram, os moradores de Páscoa criam que sem a proteção de seus ancestrais, eles não sobreviveriam naquele lugar.

 

Por tal razão, eles que eram gente nômade do mar, ao pousarem definitivamente naquela ilha, decidiram que sua sobrevivência vinha da proteção concedida pelos ancestrais mortos.

 

Assim, cada uma daquelas figuras esculpidas em pedra (cujo tamanho varia de dois metros e meio a vinte metros de altura) é a própria pretensão de escultura do ancestral ali falecido.

 

Ora, eles nada mais fizeram do que passar mil anos construindo cerca de 900 estátuas gigantescas; mobilizando quase seu inteiro contingente de trabalho para essa finalidade; usando quase todos os recursos da ilha a fim de fazerem a remoção das estatuas por cerca de 20 km, até aos pontos de fixação delas, olhando para o oceano.

 

Dessa forma, veio a necessidade. Veio a fome. E, com parcos recursos, eles puseram-se a lutar entre si, provocando um enfrentamento que os levou ao canibalismo.

 

Ora, quando o homem come o homem, que mais pode sobreviver?

 

Morreram de si mesmos!

 

Assim, o Apocalipse aconteceu para eles...

 

E logo eles, que chegaram lá sem chão; pois eram nômades da água, sendo até então pessoas tão sensíveis; que eram capazes conviver pacificamente em barcos a maior parte do tempo; sendo também hábeis para ler o retorno das ondas com os pés, no meio do mar, e, em comparação com ventos e estrelas, tornavam-se também capazes de calcular com a mente a distancia de uma ilha ou terra não visível aos olhos.

 

Mas contra a própria natureza nenhuma cultura prevalece.

 

Viveram para se sepultar na busca de segurança e conforto!

 

Tornaram-se “fim em si mesmo”; e creram que a terra era suficiente para conter a ignorância humana.

 

Nem Júpiter é suficiente para conter a ignorância e a estupidez da humanidade. Especialmente a loucura dos seus líderes voluptuosos e cegos.

 

Esse tipo de espírito que parece possuir a Humanidade carrega aquele terrível vaticínio que diz: “Ainda que tu faças o teu ninho nas estrelas, de lá te derrubarei, diz o Senhor”.

 

Desse modo, agora, a Humanidade toda terá que saber que “treino é treino e jogo é jogo”.

 

Agora a coisa é séria, e ninguém poderá em apenas mais alguns anos fugir das expectativas acerca das coisas que sobrevirão ao mundo; e, depois, não se poderá fugir também das conseqüências globais.

 

Entretanto, na hora de escolher, a Humanidade nunca escolhe o caminho simples da bondade e do amor. Ela sempre escolhe aquilo que ela confessa odiar “intelectualmente”.

 

E a escolha não será a simples. Não! Será uma do tipo “Como Deus sereis conhecedores do bem e do mal”.

 

Ou, então, será aquela de “Paz! Paz! Segurança! Segurança!” — até que venha repentina destruição.

 

O fato é que Jesus disse que a Humanidade não estaria olhando para o alto quando o Dia chegasse. Ao contrario, a maioria estará apenas pensando em casarem-se e darem-se em casamento; enquanto outros estariam completamente absorvidos pelas preocupações deste mundo.

 

Desse modo eu creio que o espírito do futuro é este:

 

Seremos levados a uma situação de calamidade pré-vista. Depois sentiremos algumas conseqüências. Então as necessidades se imporão como inadiáveis. As necessidades estabelecerão o regime. Então virão algumas soluções. E, com elas, um crescente culto do homem ao homem. Mas, então, de súbito algo acontecerá. Os poderes dos céus serão abalados.

 

Assim, teremos ondas de terror e de suposto alivio. E viajaremos desde os desmaios de terror até aos gritos de “Viva o Homem!”

 

Até aqui eu vou.

 

O mais, ninguém sabe.

 

E não sabemos também nada sobre o tempo da consumação de todas essas coisas!

 

 

Nele, em Quem somos chamados aos trabalhos da esperança,

 

 

Caio

 

21/03/07

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