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Opinião

O DIA DO “EVANGÉLICO” NA CAPITAL DO BRASIL

O DIA DO “EVANGÉLICO” NA CAPITAL DO BRASIL

Provavelmente inspirado no dia do aniversario da Reforma Protestante, ontem, quinta-feira, em Brasília, houve o aniversario do Dia do Evangélico. Assim, representando uma comunidade ciumenta e tomada de complexo de inferioridade e de identidade, os Deputados do Distrito Federal, não tanto tempo atrás, conseguiram fazer marcar o Calendário da Capital Federal com a data celebrativa do grupo que exclusivamente representam. Para a grande maioria deles apenas uma jogada política, mas para o eleitorado “evangélico”, tratava-se de uma questão de vitória do Reino de Deus sobre as trevas do antigo, porém influente Império Católico — o qual, por séculos, deu muitas das cartas nas cartadas do poder na nação. Mas com o crescimento evangélico surgiu a vontade indômita de marcar o “calendário” com a “presença” do povo que, “magicamente”, tem o poder de sarar a nação, mesmo que não saiba o que é cura dentro de si mesmo; posto que existe cada vez mais motivado pela ambição, pelo anseio de poder e domínio; pela volúpia da influencia, e para a gloria de si mesmo como “povo santo”, como se toda glória a ele fosse equivalente a dar gloria a Deus — Sim! Como se Deus fosse “um deus” ávido por tais glórias humanas. Além disso, há também a dimensão relacionada à “Batalha Espiritual” na fixação de uma data como essa no calendário. Sim, porque entre o povo existe a crença pagã de que a presença de uma data do “povo de Deus” no calendário, gera repercussão no “mundo espiritual”. Enquanto isto, ainda na Capital Federal, construiu-se uma praça dedicada aos Orixás, Caboclos, Índios, e outros deuses afro-ameríndios. Entretanto, desde que foi construída, “evangélicos” têm derrubado alguns dos “deuses” de seus nichos na tal praça. É com esse nível de percepção espiritual acerca do “Evangelho” e do “Reino de Deus” que os “evangélicos” vão “urinando politicamente” no chão dos calendários, marcando o terreno como um animal marca seu território, crendo como um bicho dominador e ávido de poder que assim fazendo salvou o mundo, enquanto perde-se em sua própria insensibilidade e potencial de aprisionamento e escravidão para os líderes inescrupulosos que lhes vendem tais pacotes de mentiras e ilusões. Nele, que deixou bem claro que não era assim; pois o único dia que a Ele interessa é o Dia Chamado Hoje, que é dia de arrependimento e mudança de mente, Caio