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Opinião

O CORPO DO HOMEM E DA MULHER: alguns princípios do Evangelho sobre o corpo e o sexo...

O CORPO DO HOMEM E DA MULHER: alguns princípios do Evangelho sobre o corpo e o sexo...

  

O CORPO DO HOMEM E DA MULHER: alguns princípios do Evangelho sobre o corpo e o sexo...

 

 

As pessoas continuam me escrevendo muito [especialmente nos últimos dias...] sobre o que pode e o que não pode no que diz respeito ao corpo do homem e da mulher.

Acho interessante, pois, aqui no site há centenas de textos diretos e indiretos acerca do assunto.

A "recorrência" nos temas recorrentes em respostas no site [...] me diz de duas [...], uma coisa pelo menos: ou que as pessoas não usam mesmo o serviço de Busca ou Pesquisa do site, de um lado, ou que mesmo sabendo de tal recurso [...], perguntam assim mesmo como quem busca alguma forma de validação ou negação pela via da minha consciência no Evangelho.

Ora, no último caso eu me tornaria uma espécie de Super-Ego virtual, o que é de todo mal para quem assim me veja ou pretenda me usar...

Entretanto, a fim de tentar dirimir de uma vez as dúvidas, recorrerei ao anuncio de alguns princípios, evitando a temática tópica; tipo: pode sexo oral?... pode sexo anal?... pode transar na menstruação?... pode usar objetos do tipo "vibrador" e correlatos?...

Enfim, tópicos do gênero, os quais, apenas são perguntados por que as pessoas não aprenderam os princípios do Evangelho da Vida acerca do significado do corpo de cada um de nós.

A questão é: de onde vem essa neurose acerca do corpo?...

Ora, cada cultura da Terra tem suas raízes próprias quanto ao tratamento que se dá ao corpo. Entretanto, no contexto do "Cristianismo" [cultura judaico-cristã], a doença do corpo foi terem feito o corpo ser a doença.

Sim, por vias diversas, indo do Legalismo judaico ao Ascetismo de grupos gnósticos [havia grupos gnósticos tanto promíscuos quanto ascetas...]; indo do Ascetismo judaico [tipo fariseu ou essênio...] ao Platonismo grego; indo Purgação de pecados do corpo pela confissão ritual [...] ao Isolamento dos monastérios — não importa: a doença do corpo foi terem feito o corpo ser a doença.

Jesus, a Palavra, o Verbo, não tratou o corpo como uma dimensão adoecida...

Ele curava doenças físicas, embora não tratasse o corpo como um ente mal ou em estado de perversão continua...

Ao contrario, Ele disse que o que entra no corpo não é o que lhe faz mal, mas sim o que seja o resultado da produção do coração, dos pensamentos e da alma...

Para Jesus tudo era mais simples; simples como a Natureza.

Sim, pessoas nasciam e morriam; jovens dançavam e velhos ficavam cada vez mais quietos; adultos se esforçavam por ser responsáveis, enquanto crianças tinham toda permissão para a leveza da vida...

É assim que o vemos ser e apreciar a vida, conforme nas narrativas dos Evangelhos...

Assim, também não O vemos fazendo advertências sobre o modo de vestir, de usar roupas ou de fazer o cabelo ou a barba [como, por exemplo, Maomé fez...]; nem Ele ensinou uma posição especial para se assentar ou meditar [como Buda ensinou...]; nem encontramos Nele nada dito acerca de como a mulher deveria fazer sexo com um homem e nem um homem com uma mulher... [como todos fizeram]... Também não O vemos fazendo alusão ao afeto homossexual...

Por outro lado, vemos que Ele não recriminava o beber [não somente transformou água em vinho, como também Ele mesmo bebia], mas sim o embriagar-se; não o vemos falar de sexo [...], mas sim de sua perversão [...], como orgia e sexo objético, ou adúltero e traição; não O vemos mencionar negativamente as festas e as danças [na Parábola do "Filho Pródigo as alegrias do Pai são celebradas com danças], mas sim as preocupações deste mundo...

Não há Nele nenhum sinal de falta de carinho com o corpo e com as alegrias do comer, do beber, do amor sexual [como foi por Ele demonstrado em Caná da Galileia], ainda que o vejamos denunciar a promiscuidade, as impurezas, as malícias, as bebedeiras que tiram a lucidez, e toda sorte de maldades contra a integridade do próximo...

As grandes denuncias de Jesus não tinham a ver com o corpo, mas com a mente/coração, com o espírito e o interior do homem.

Entre os elementos carregados de fisicalidade [...] nenhum foi mais denunciado que o Dinheiro, ou Mamon.

Ora, é bom que se diga que não faltavam à volta de Jesus todos os elementos de "excessos" que naturalmente O poderiam ter levado a tomar posições radicais...

Os Romanos mandavam no mundo e impunham seus valores de modo sorrateiro... Antes deles os gregos, pela via do processo de "Helenização", já haviam alterado a face do comportamento humano em boa parte do mundo então conhecido e historiado...

E mais: Jesus ainda escolheu residir no ambiente mais dado aos excessos que havia em Israel naqueles dias: o norte da Galileia.

Sim, todos os "vícios" do Império Romano e o Eco da cultura grega estavam presentes nas perversões dos dias de Jesus.

Jesus, porém, não radicalizou nada que não fosse vida!

Assim, pelo espírito de Jesus demonstrado nos Evangelhos, bem como pela via da percepção que nos advém do todo do Novo Testamento, o que se pode dizer é que para Jesus o corpo não era a doença, e sim a mente.

O corpo podia enfermar, mas era e mente que era a doente...

A doença somente habita o coração...

Do lado de fora as pessoas no máximo ficam enfermas [...], mas aí não necessariamente há doença [...]; digo: do ponto de vista do que Jesus chama "doença" nos Evangelhos.

Portanto, vale no corpo tudo o que decorre de amor e de alegria consensual.

Assim, olhando apenas para Jesus, ouvindo apenas o que Ele disse [...], sem deixar de também ouvir o Seu silencio sobre alguns temas tão presentes à Sua volta [...] — é que digo que Jesus disse apenas o que Paulo traduziu; ou seja: que o corpo do homem pertence à sua mulher, e que o corpo da mulher pertence ao seu marido... Mas que entre eles tudo o que envolva tudo... [...] deve sempre ser fruto de amor e alegria consensual.

Ora, se de um lado não vejo em Jesus nada além do que acima expressei [...], de outro lado vejo que Sua ênfase em como as coisas foram desde o princípio, não nos permite pensar em nada que não ande o mais próximo possível do NATURAL como bem corpóreo que um homem e uma mulher possam fazer sexualmente um ao outro; ou seja: no ambiente natural do próprio corpo.

Por isto, o encontro de interpenetração corpórea entre um homem e uma mulher deve ser um encontro de total liberdade no ambiente do corpo; do corpo sendo o instrumento de cada um dos implicados na busca do prazer...

Pela mesma razão, vejo que aquilo que vai além do corpo como instrumento de prazer já é patologia na busca de prazer...

Onde há amor tudo é permitido, menos desconsiderar o corpo e buscar objetos que não sejam corpo [...], pois, em tal caso, já não é amor, mas qualquer outra patologia o que está em curso [...]; posto que o amor não veja outra extensão para o corpo que seja melhor que o próprio corpo, em estado natural.

O resto é apenas com cada casal...

O que importa é que tudo seja feito em amor e em alegria consensual...

No sexo feito com amor nada é melhor do que o corpo!...

Quem ama não quer meter objetos no corpo do outro, mas sim enfiar seu próprio corpo no corpo do outro, para que sejam sempre uma só carne; não um pedaço de carne com boa dose de borracha ou aparelhos eletrônicos...

Jesus não é o pai da robótica!

Muitos menos da robótica sexual...

 

Nele, que corpo me formou, capaz de todos os prazeres do corpo, no corpo, e, sobretudo, no corpo/alma,

 

 

Caio

6 de novembro de 2009

Lago Norte

Brasília

DF

Sugiro a leitura dos seguintes links, embora haja literalmente centenas de outros no site:

PASTOR, O QUE POSSO FAZER COM MINHA MULHER NA CAMA?

PAIXÃO E SEXO COMO NEUROSE!

SEXO, TABU E NEUROSE

SEXO: QUE MONSTRO É ESSE?

SOU SEXOMANÍACO?...

SEXO É UM PROBLEMA PARA MIM...