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Opinião

IGREJA E MÍDIA: O CASO DO PASTOR E DA COCAÍNA

IGREJA E MÍDIA: O CASO DO PASTOR E DA COCAÍNA

-----Original Message----- From: Edson Gonÿffffe Sent: segunda-feira, 30 de agosto de 2004 12:43 To: Caio Fabio Subject: IGREJA E MÍDIA: O CASO DO PASTOR E DA COCAÍNA A paz do Senhor querido Pr. Caio Fabio. Nesse período de eleições temos visto os púlpitos das "igrejas" serem entregues aos políticos chamados evangélicos,e isso muito me assusta, pois não vejo com bons olhos a associação da igreja com a política,devido aos inúmeros escandalos que já vi. Qual sua opinião sobre isso? Abaixo segue uma matéria que muito me preocupa,pois se tudo for verdade quem sofrerá não será só este "pastor" mas todos os cristãos verdadeiros do nosso pais,que já sofrem com as gozações dos dízimos, de dar ibope para o diabo,de não poder fazer isso ou aquilo,que tem que ficar respondendo questionamentos sobre alguns programas de TV onde se conversa com os demônios,onde um copo com água ou uma rosa tem mais poder do que o nome de Jesus,e por tantos outros motivos. ____________________________________________________________ Pastor de novo sob suspeita Religioso terá que apresentar à polícia documentos que comprovem a cessão de reserva de minas de esmeralda na Bahia para sua igreja Aluizio Freire O titular da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Milton Olivier, vai convocar o pastor Marcos Pereira da Silva, presidente da Assembléia de Deus dos Últimos Dias, para explicar o arrendamento de uma reserva de minas de esmeraldas na Bahia. O missionário evangélico terá que apresentar os documentos de cessão da reserva à igreja na próxima semana. “Se ele não apresentar a documentação satisfatória, pode levantar suspeitas sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro. Essas coisas precisam ser bem esclarecidas”, disse o delegado. Segundo Milton Olivier, quando esteve prestando depoimento há 10 dias, o pastor alegou que um homem que freqüentava seus cultos e estava sendo procurado pela polícia havia se mudado para a Bahia para trabalhar em uma reserva que pertencia a seu irmão até ser transferida para a igreja. A polícia ainda investiga a suposta ligação do pastor – que, em maio, foi autorizado pelo secretário de Segurança, Anthony Garotinho, a acabar com rebelião na Casa de Custódia de Benfica, que deixou 31 mortos – com a organização não-governamental Infante, em Acari, cujos telefones seriam usados por traficantes em nome da entidade. Recibos de viagens que teriam sido feitas por bandidos também estariam em nome da organização. Quarta-feira, policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) apreenderam 1.074 fitas de vídeo em endereços de imóveis da igreja. O material será analisado para identificar foragidos da Justiça que estariam freqüentando cultos e foram filmados. Ana Maria Rodrigues, que seria integrante da quadrilha do chefe do tráfico de Acari – Alberico de Azevedo Medeiros, o Derico, preso dia 3 no Paraná, num apartamento alugado por um pastor da igreja –, é uma das procuradas. Outra investigação aberta pela polícia é sobre a Fazenda Vida Renovada, em Nova Iguaçu, que será transformada em centro de lazer para fiéis. No local, três pessoas citadas no inquérito sobre Derico foram presas. ___________________________________________________________ Resposta: Querido Edson: Graça e Paz! Faça como eu faço hoje em dia. Diga: “Isso não tem mais nada a ver comigo, nem eu com isto”. Afinal, os evangélicos não estão sendo injustiçados, mas apenas propriamente percebidos por muitos. Só um evangélico não enxerga outro evangélico. Mas para o mundo os evangélicos são óbvios e feios, e com razão de ser, posto que são mesmo. De fato, meu amigo, os evangélicos podem ter tanta esperança de serem vistos de modo diferente pela sociedade quanto o Osama Bin Laden pelo mundo! Ora, talvez o Bin leve alguma vantagem. Até onde consigo ver, me parece que os evangélicos já estão para além da cura. O melhor a fazer é deixar os mortos sepultarem seus próprios mortos. Quanto a nós, vamos pregar o Reino de Deus. Não há porque tentar botar remendo de pano novo em veste velha! Os evangélicos vêem essas coisas e se sentem perseguidos. Que nada. Enquanto os evangélicos não se enxergarem—e não creio que topem se enxergar—, o melhor a fazer e nem se associar com tal sigla. Hoje me sinto tão evangélico quanto me sinto católico. Ou seja: não me sinto nem uma coisa nem outra. Sobre o caso do pastor, é melhor não se apressar. Assim como os evangélicos não são moleza, a mídia também não é. E de evangélico e mídia eu entendo um pouco. Um pelo outro, sinceramente, não quero nem o troco. Um grande abraço, Caio