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Opinião

COMO VOCÊ VÊ A PERDA POLÍTICA DOS EVANGÉLICOS NAS ELEIÇÕES?

COMO VOCÊ VÊ A PERDA POLÍTICA DOS EVANGÉLICOS NAS ELEIÇÕES?

----- Original Message -----
From: Pedro Amilto Aguiar Cruz
To: contato@caiofabio.com
Sent: Wednesday, October 13, 2004 10:47 AM
Subject: COMO VOCÊ VÊ A PERDA POLÍTICA DOS EVANGÉLICOS NAS ELEIÇÕES?

Mensagem:

Reverendo Caio Fábio,

Comungo com o pensamento do colunista da Revista Veja, André Petry, “Texto na íntegra”.

Não fui entendido quando dei graças a Deus na minha igreja, por não haver entre os eleitos ao legislativo municipal nenhum dos que ostentavam o título Pastor, Bispo, Presbítero, entre outros; ou mesmo aqueles que iniciavam suas falas com saudações no Senhor, para evidenciar ser evangélicos.


Neste sentido, qual a sua análise sobre o resultado das eleições em todo o Brasil ?
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Veja o texto da Veja:

Edição 1875 . 13 de outubro de 2004
André Petry

Divina derrota

"A boa notícia é que perderam evangélicos que fazem de sua fé uma bandeira eleitoral, subversão que encara eleitores como ovelhas
e transforma Deus em cabo eleitoral"

Uma das melhores notícias produzidas pela eleição municipal foi a derrota dos evangélicos. Infelizmente, trata-se de uma derrota leve e temporária em alguns casos, pois pode haver reversões aqui e ali no segundo turno. O ideal seria que tivesse sido acachapante. Mas já é altamente positivo, por exemplo, que o evangélico Marcelo Crivella esteja fora da disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro. O desagradável é que, mesmo derrotado, ele tenha obtido mais de 750.000 votos, votação lamentavelmente expressiva. É igualmente saudável, embora fosse totalmente previsível, a derrota do evangélico Francisco Rossi, esse eterno candidato a qualquer coisa em São Paulo. Também é excelente que o evangélico Anthony Garotinho e sua consorte também evangélica estejam comendo o pão que o diabo amassou para emplacar seus candidatos nas maiores cidades do Estado do Rio, como Niterói, Campos, Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti.


A boa notícia, explique-se, não reside no fato de alguns evangélicos terem perdido. Reside, isso sim, no fato de que perderam evangélicos que fazem de sua religião e de sua fé uma bandeira eleitoral, promovendo uma subversão que encara eleitores como ovelhas e transforma Deus em cabo eleitoral. Fazer esse uso abusivo, terreno, mesquinho de Deus deveria até ser pecado mortal. Mas os políticos evangélicos como Crivella, Rossi ou Garotinho acham que podem até mesmo decidir – e informar à platéia – sobre quem desabará a ira divina e quem será abençoado com sua luz...

Crivella, da Igreja Universal do Reino de Deus, enveredou por essa exploração ordinária durante a campanha toda. Rossi também fez da fé um discurso. Membros da Presbiteriana Luz do Mundo, Garotinho e consorte, com seus destemperos e suas carolices, chegaram a demonizar adversários, que, não partilhando de suas idéias – ou de suas ambições –, eram liminarmente considerados "anticristãos". Esses políticos evangélicos, com destaque para Garotinho, atuam segundo uma espécie de populismo religioso, uma perigosa mistura do que há de mais demagógico e paternal na política com o que há de mais temeroso e fatalista no universo da fé.

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Resposta:

Meu amigo Pedro: Graça e Paz!

Eu creio que cristão possam participar da vida pública e das atividades que ajudam a dar valor ao sentido de comunidade entre os humanos. E creio que a política é um desses ambientes, assim como também o é qualquer outro ambiente que propicie o encontro humano.

No entanto, eu repudio até as últimas essências de meu ser a tentativa de fazer da fé uma bandeira política, ou de qualquer outra natureza.

Também detesto “político evangélico”, podendo apenas ter respeito pelos Evangélicos Políticos. Os primeiros são os lobistas da volúpia da "igreja". Os segundos são apenas cidadãos que têm uma consciência em fé, mas que não a praticam como "estratégia de poder" para a gloria e o domínio da "igreja".

Política e fé, quando se tornam um só coisa, geram sempre a mais horrível forma de corrupção do ser. E eu creio que dentre as coisas que nos puseram nessa derrocada do inferno, está a busca do poder político. A história inteira comprava o que eu digo.

Conheço essa moçada toda, até aos intestinos da maioria. E entre os mencionados há um que é mais inocente; mas a maioria é perversa e mafiosa. E eles sabem que eu sei quem eles são. Afora a moçada mencionada, há os pastores abutres, e que vivem de fazer negociatas, vendendo votos, a faturando horrores com esses ardis.

Se mencionasse os nomes e o que sei, seria um escândalo. Mas eles sabem que eu sei. E sabem que é melhor ficarem quietos. Tenho nojo de suas malícias e maldades. Deles, tenho pena, e oro pedindo a Deus que um dia ainda lhes seja possível acordar deste sono da morte e dos delírios da maldade religiosa e política.

E que ninguém me entenda mal. Mas justamente porque amo a Igreja, odeio a "igreja". Daí, tudo o que desmantelar o poder da "igreja" me agradar tanto; pois, é somente por tal desconstrução que a Igreja terá chance de renascer no Brasil.

No dia em quem os cristãos cumprirem seu papel de sal, ninguém verá religiosos na política, mas todos sentirão o sabor do sal!

O poder da Igreja está em não ter poder no mundo!

Assim é no Evangelho. Quem não concorda com isso, não concorda com o Evangelho!

Nele, que nos disse: "Não será assim entre vós",


Caio