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Opinião

CAIO, VOCÊ VIU A “VEJA”?

CAIO, VOCÊ VIU A “VEJA”?



----- Original Message ----- From: CAIO, VOCÊ VIU A “VEJA”? To: contato@caiofabio.com Sent: Monday, July 10, 2006 1:52 PM Subject: Os novos pastores Amigo Caio, Você vai comentar a matéria de capa da veja? Beijos, Carlos Bregantim ________________________________________ Resposta: Meu amigo amado, Carlos: Graça e Paz! Amigo, “Veja” não viu nada. Mostrou que é cega. Só viu “canudos” e nada mais; pois se visse mais que os canudos (muitos deles adquiridos ou muito mal atingidos), ou se prestasse atenção no fato de que se o critério fosse bom-senso — a mente já teria morrido; pois tudo o que neles não há é bom senso. E mais: se “Veja” enxergasse, veria que eles são ou macedinhos ou soareszinhos. Os conhecimentos de Direito ou de Psicologia de Mala são revestidos do sendo de justiça, sutileza e sensibilidade de um Neanderthal! A Física do Rodovalho não sei onde se meteu. Quem conhece Física não pensa com as categorias que ele pensa. Conheço bons cristãos que são Físicos, e que fazem jus ao título. Mas ele nem pensa a questão do Tempo com categorias da Física. Quando o ouço aqui na TV em Brasília, lembro de tudo, menos que ele estudou Física; e nem mesmo Educação Física. O Silmar é uma maquininha de repetir receitas com a velocidade de narrador de corridas de cavalo, com o senso teatral de um artista estereotipado, e com a intensidade de um vendedor da Herba Life. E o que mais? Aí vem a questão do “Bola de Neve” e correlatos. O que há lá? Uma pregação tão cheia de gírias quanto de legalismo. Tudo é só fachada para “a velha fé do não pode”. A diferença é que eles “pegam onda” no mar de Itacoatiara. Mas não deixaram de também surfar em águas de velhas e religiosas convicções; a maioria delas inventadas pela “igreja”. E o que mais? Sim, vêm os “levitas”. Bem arrumados. Com grandes shows. Mas e o que há de diferente? Os mesmos conteúdos de barganha, de moralismo e de ações teatrais estão lá também. Mas e daí? “Veja” só está interessada em fenômenos quando se trata de “evangélicos”. Sim, como todo povo-gado o que importa é o crescimento do rebanho. Ou seja: “Veja” só viu números, e não soube sequer discernir o que dizem aqueles aos quais escutaram a fim de fazer sua matéria; e menos ainda o que fazem e como o fazem. É que eles não sabem que desse grupo, quem não pede dinheiro ou não faz as famosas “campanhas” — vive para viajar, como artistas da religião, cobrando grandes cachês. Sim, seja para pregar, cantar ou testemunhar. Em tudo rola muita grana! Além disso, eles não sabem fazer reportagem, e seus repórteres são extremamente tolos, especialmente quando se trata de evangélicos. Sim, porque não é possível ouvi-los e não ver que são macedinhos; ou que pelo menos se tornaram seres de plástico. Aliás, os “cultos”, se cultos fossem, saberiam pelo menos demonstrar tal cultura. Mas cometem atentados a toda forma de saber sério. Teologia, nenhum dos citados conhece; exceto os esqueminhas dados nos seminários de terceira categoria. Sim, “Veja” não vê que eles são “many”, mas que neles não há nada de “much”. Mas e “Veja” quer ver isto? O que “Veja” jamais verá é que eles são muitos mortos! Sim, têm fama de que vivem, mas estão mortos. São como os da Igreja de Sardes, no Apocalipse. Ora, à semelhança dos Católicos, tenho dito que eles continuarão aí pra sempre. Mas estarão sempre assim: gritando, sem nada a ser ouvido de relevante; orando sem intimidade com Deus; cantando sem simplicidade; pregando sermões decorados e re-re-re-re-re-re-repitidos, dia após dia; falando de cura onde não há milagres; apresentando canudos como necessidade imposta pelo complexo de inferioridade da maioria deles; e se fazendo passar por modernos, surfando e falando gírias, quando, na realidade, são seres de percepção jurássica da vida e do mundo. Você me conhece! Não diria nada disso se fossem pessoas como Carlos Queiroz, Manfred Grellert, George Foster, Joãozinho, Ed René, Ariovaldo Ramos, o finado Tio Cássio, Badú, Guilhermino, e vários outros — os quais não se venderam ao “deus” Marketing, à deusa Fama, e ao espírito de Mamon. E o pior é que eles devem estar pensando que “Veja” os legitimou. Sim, porque essa é a legitimação social que buscam. Isto é: “Veja” não viu! Mas e “Veja” vê? Que eu saiba, quando se trata de fé, “Veja” é cega; completamente cega; tão cega quanto os que ela diz serem “os novos pastores”. “Novos pastores” para um rebanho de velhas e não curadas feridas; posto que eles apenas maquiaram o defunto como se faz em funerais americanos. Aliás, é de lá quem vem a inspiração que move a maioria deles; exceto Macedo, que criou um “hibrido” sem igual em toda Terra. Isto É Veja! Um beijão, Caio Ps: Tive frouxos de riso quando vi a foto do Silas com o Mala. Ele e seu alter ego: ele mesmo; só que nem ele sabe mais quem é. Não para você, mas para quem não sabe, um alter ego (doLatin, "Outro Eu") é um outro “self”, uma segunda personalidade ou persona dentro da pessoa. No caso do Mala o Silas é menos Silas do que o Mala de papelão que lhe serve de sombra dele mesmo na foto de “Veja”.