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Opinião

BUSH: DUBLÊ DE BESTA DO APOCALÍPSE

BUSH: DUBLÊ DE BESTA DO APOCALÍPSE

A coisa mais estranha do mundo é você viver cheio de esperança dentro de um cenário de configuração apocalíptica. Em todas as direções que olho vejo cenas do apocalipse. Algumas ainda incipientes. Outras em estado mais grávido. Leio o Apocalipse como um livro de fenômenos. E vejo esses fenômenos presentes em cada fase da história humana. Porém sempre caminhando na direção de ganhar contornos globais, conforme o espírito e a magnitude do Apocalipse de João. Esses nossos dias estão carregados desses sinais. E que vão das condições de vida na Terra ao modo como a geopolítica do planeta se faz configurar. A linha mestra que guia a fenomenologia apocalíptica se expressa com certa clareza na seguinte seqüência: O Cavalo Branco—e que é poder hegemônico, pois vem vencendo e para vencer—impõe sua “paz” ao mundo. Isso acaba por deflagrar a reação da guerra, e que se manifesta no Cavalo Vermelho, e que faz os homens se matarem. É obvio que a Fome segue a Guerra. Por isso o Cavalo Preto vem depois do Cavalo Vermelho. Também não há quem duvide que a Fome gera Morte, e que é fruto da proliferação de todos os males oportunistas, e que se prevalecem da presença do Cavalo Amarelo, ou baio, e que é cavalgado pela morte, e devasta os homens com toda sorte de pragas. As conseqüências disto e da existência de um sistema mundial predador também para toda a criação, deflagra a queimada das áreas verdes da terra, polui os mares, envenena as fontes das águas, escurece o sol, a lua e as estrelas com a fumaceira de seu incêndio de progresso de arrogante vaidade. Ora, esse cenário se faz seguir pelo destampar do abismo, e pela invasão da Terra por um espírito de ardente desejo de morrer. Trata-se de uma nuvem espiritual, de um sentir universal, e que é feito da soma dos maiores poderes da Terra: a guerra, o poder dominador, a maquiagem de uma cara humana para a monstruosidade, um exacerbado espírito de sensualidade, pulsões de furor leonino, obsessão pela defesa e pela segurança, um incessante ruído de ameaça e medo, a presença do poder destruidor dos aparatos humanos, e um ferrão de escorpião, que fere almas humanas, e faz os homens sentirem ardente desejo de morrer; mas a morte foge deles. O que se segue a isso é o levante de um anti-poder civilizatório, e que se mobiliza para enfrentar os que pensam serem os senhores de todos os homens. O resto é a seqüência de catástrofes cada vez mais crescentes. Até o dia em que o ciclo acabe, gerando o cenário final. Hoje nós vivemos um tempo no qual há um burro que se re-candidata a cavaleiro do Cavalo Branco. E que a meu ver, caso ganhe, haverá de nos conduzir um pouquinho mais para perto do cenário apocalíptico. Ele já provou que sua bandeira de liberdade e paz gera a guerra. Sua liberdade é imposta. Ele carrega a “democracia” (o branco da paz), mas é um fazedor de guerras. Sua volúpia hegemônica fez dele um homem muito perigoso. Poucas vezes o poder é tão perigoso quanto nas mãos dos estultos. Já estamos assistindo um pedacinho da seqüência fenomenológica do apocalipse. Também já é possível ver que milhões de homens estão sentindo ardente desejo de morrer. Mas a morte foge deles. Aqueles poderes espirituais, aquela nuvem de angustias que faz os homens desejarem ardentemente a morte já paira sobre nós. No entanto, a ordem que tal poder recebeu é uma só, e não será violada. Eles podem angustiar todos os homens. Exceto aqueles que trazem o selo do Cordeiro sobre as suas mentes, sobre as suas frontes. O selo do Cordeiro é na fronte, é na consciência, é no entendimento, é no coração, é na essência do ser. O selo do Cordeiro é segurança, confiança e esperança. O selo do Cordeiro é paz e fé, embora a Terra agonize. O selo do Cordeiro é alegria no Espírito Santo. No entanto, oremos com muito interesse pelas eleições americanas. Pois que o Bush é uma besta, me perdoem, não consigo deixar de ver. Não creio que ele tenha competência para ser a Besta. Mas um besta como ele pode, em mais quatro anos, fazer o trabalho da Besta na Terra. Parece que somente a maior parte dos americanos não enxerga isto! É! Bush, se possível, enganará os próprios eleitos da democracia! Caio Escrito em 20/10/04