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A Mente de Paulo

AMIGO PAULO, NÃO SE ASSUSTE...

AMIGO PAULO, NÃO SE ASSUSTE...



 

O maior problema de Paulo quanto a exercer seu ministério entre os gentios—ou seja: gente como nós—foram os judeus que quase creram na Graça de Jesus!

A maioria de nós sabe disso. Basta ler o livro de Atos ou as epístolas de Paulo e não haverá duvida quanto a afirmação que acabei de fazer. O problema é que os judeus já não são mais o problema da evangelização, mas os cristãos.

A questão é que na maioria das vezes, onde se lê, negativamente, “judeu” ou “fariseu”, dever-se-ia ler “legalista”, “moralista”, “auto-suficiente”, ou mesmo, um praticante de qualquer Teologia Moral de Causa e Efeito e seus pretensos elementos de auto-justificação, fundados na presunção humana de agradar a Deus por seus próprios méritos!

Ora, isto posto, o texto em questão tem naqueles que Paulo chama de “todos nós com o rosto desvendado” um grupo que na história do Cristianismo é uma minoria insignificante! [1]

A maior parte de nós é membro da “igreja em Corinto” e somos traidores do apostolo Paulo, pois nos entregamos aos “falsos apóstolos” e a seu “evangelho adulterado”, mesmo que embrulhado com papel de presente estampados com símbolos “cristãos”.

Quem, honestamente, pode dizer que a História do Véu não é também a História do Cristianismo?

Quem, sinceramente, não percebe que nós somos hoje, na maior parte dos casos, a repetição dos mesmos conteúdos humanos e espirituais contra os quais Jesus, os profetas, Paulo, os apóstolos e a Palavra se insurgem nas Escrituras?

Ninguém se engane!

Nós, cristãos, somos também parte do Povo do Véu! E nossos sentidos estão igualmente embotados para a percepção do Evangelho!

Como eu já disse antes, a aceitação do Jesus Histórico nada tem a ver com o acolhimento dos conteúdos de Sua Palavra!

Ou seja:

É possível conhecer a Jesus segundo a carne e não segundo o Espírito![2]

É a pressuposição da vigência da Lei o que nos impede de discernir o espírito da Palavra e a palavra do Espírito, com liberdade para mostrar a cara, crendo que somente pela expressão des-amedrontada do ser que confiou na Graça, é que vem a conversão incessante, de gloria em gloria, tendo a Jesus como a referência-infusa-cotidiano-existêncial, para a mudança.[3]

Hoje as pessoas se convertem à “igreja”, não à Cristo!

É por esta razão que os conteúdos do Evangelho da Graça estão tão adulterados entre nós. E pior: não enxergamos nada disso, pois, à semelhança deles—os judeus, os fariseus, os cristãos judaizantes—, nossos sentidos também estão “embotados”.



A Graça é hoje a mais escandalosa de todas as mensagens cristãs![4]

É por esta razão que não se pode nem mesmo usar mais as “nomenclaturas” do Cristianismo a fim de definir o conteúdo das palavras do Evangelho, pois, quase todos os termos se revestiram de outras conotações e de outros conteúdos.

A terminologia já não serve mais, pois, seus conteúdos foram adulterados por um “outro evangelho”, que usa os termos de sempre, mas nega, na prática, seus conteúdos inegociáveis e eternos![5]



Por exemplo, para Paulo, “lutar juntos pela fé evangélica”[6] significava não fazer concessões que adulterassem os conteúdos do Evangelho da Graça de Deus!

Hoje, todavia, isto significa nos unirmos contra os que não nos aceitam como os “representantes” de Cristo na Terra!



Ora, neste sentido—com as conotações que a palavra “evangélico” carrega entre nós—, Paulo já não a usaria, pois, nossa prática relacional nega aquilo que ele entendia como evangelho; e nossos conteúdos, falsificam ainda mais o significado original da mensagem à qual ele fazia referência.

Pior do que isto, entretanto, é saber que Paulo, por exemplo, não nos reconheceria como cristãos, mas como pagãos não convertidos ao Evangelho da Graça de Deus![7]

Por muito menos ele escreveu aos Galatas e aos Coríntios temendo haver corrido em vão!

Mas e se ele estivesse presente num ano eleitoral no Brasil? se visse e soubesse de todas as negociações de almas-votos que são feitas em Nome de Jesus? se visse “cristãos” curvados aos ídolos visíveis e invisíveis, cultuando imagens—que vão das de barro e gesso à imagem como reputação ou, marketeiramente, apenas como “imagem”? e se assistisse pela televisão a venda de todos os significados cristãos na forma de crença em objetos de energia espiritual pagã? e se visitasse uma “igreja” e assistisse filas de pessoas para andarem sobre sal grosso, ou para mergulharem em águas tonificadas do Jordão e a passarem pela Cruz de Jesus—que nesse caso é iluminada com neon e não passa de um tapume religioso extremamente brega—a fim de ganharem um carro zero, como pagamento pela sua crença? e se ele soubesse agora que a fé é um sacrifício que se expressa como dízimos, como troca de bênçãos por dinheiro, de cura pelo sacrifício de longas novenas e correntes, que só não são “quebradas” se a pessoa não deixar de largar sempre algum dinheiro no altar-bolso dos pastores?

O que enojaria a Paulo, todavia, seria ver pastores oferecendo o “sangue do Cordeiro” ––e que no caso é um suco de uva—e, segundo o anuncio, a pessoa deve ir ao templo e levar para casa o “sangue do Cordeiro” a fim de ungir a casa de trás para frente e da frente para trás. Desse modo estão voltando para muito menos que as materialidades da imolação do sangue de um cordeiro—ordenada por Deus no Êxodo[8]— indo para um poderoso suco de uva. E o suco de uva, que é menos que o sangue de um cordeiro na simbolização do Êxodo—período usado pela seita para amparar biblicamente a sua campanha de dinheiro—, é apresentado como “o Sangue do Cordeiro”, que não é mais o que Jesus fez na Cruz e é apropriado somente pela fé na Palavra,[9] mas passou a ser um fetiche, uma pedra de toque, uma imantação animista da uva, uma regressão ao paganismo mais primitivo, uma mágica de bruxos, uma blasfêmia, um estelionato satânico de uma verdade com a qual não se brinca impunemente: “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue, tem a vida eterna...As palavras que vos tenho dito são espírito e são vida”—conforme o Cordeiro.[10]

Desse modo, Paulo veria aturdido o regresso da fé evangélica aos tempos dos cultos feitos à Baal, para as imagens de escultura, para um tempo onde nem sombra ainda havia das sombras das coisas que haviam de vir.—coisas essas, que até mesmo perderam a simbolização em razão de Jesus haver sido o cumprimento de todas elas! A epistola aos Hebreus foi escrita por muitíssimo menos![11]

Fazer o que estão fazendo da santidade do sangue do Cordeiro, tornando-o num amuleto de infusão animista e de interesse cambista, e que se materializa num suco de uva que carrega em si o poder de benzer uma casa e protege-la de todo mal, é insuportável, enojante, blasfemo e é Anátema!

Paulo vomitaria! [12]

E Jesus?[13]

O escritor de Hebreus diria que estão brincando com fogo ardente e consumidor e crucificando o Filho de Deus não apenas uma segunda vez, mas todos os dias—fazendo Dele um produto de barganha, mágica e fetichismo, e que leva as pessoas não à Jesus, mas sim à “sessão”, pois, também segundo os mesmos “pastores”, Deus só fala no lugar onde eles, os pastores, estão com a sacola na mão!

E eles precisam que Deus se confine em seus templos, se imante nos seus sucos de uva—e outros produtos mágicos—e se deixe comprar pelo dinheiro depositado como sacrifício aos pés desses lobos que oferecem a Jesus como “poder” que se leva para casa em “pacote”; Cristo como “produto simbólico” que pode ser o Pai das luzes, não conforme Tiago[14], mas conforme Alam Kardec[15]; o Sangue do Cordeiro como suco de uva bom para “proteger a casa”; sim! assim fazendo do que foi feito por Jesus, de Graça, de uma vez e para sempre, algo a ser vendido pelos camelôs do engano e do estelionato!

Meu Deus, e se... Paulo visse...!?

Sim, e se Paulo nos visitasse? que epístola nos escreveria? Será que a escreveria? Será que não nos trataria como o fez com as “sinagogas” durante a sua vida?[16]



Ou seja: sendo acolhido e sendo-lhe dada a palavra, ficava até ser expulso, para depois disso abrir uma nova porta à Palavra, mesmo que fosse na casa vizinha, como foi no caso de Corinto!?



Ora, ser evangélico, antes–digo: para Paulo—significava ter compromisso de fé e vida com o Evangelho de Jesus. Hoje, ser “evangélico” é pertencer a uma “igreja”, uma instituição religiosa que roubou o direito autoral do termo, falsificou-o e se utiliza dele praticando um terrível “estelionato” simbólico.[17]

Assim, ser evangélico já não tem nada a ver com ser Povo das Boas Novas de Jesus, mas ser membro de uma instituição religiosa que se utiliza das terminologias, enquanto, na maior parte das vezes, nega os conteúdos originais da expressão.

E se continuarmos assim, dentro de pouco tempo, quem for genuinamente evangélico—ou seja: alguém que crê conforme a Boa Nova da Graça em Cristo revelada nos evangelhos—, terá que deixar de se auto-definir desse modo sob pena de que as pessoas pensem que o Evangelho tem alguma coisa a ver com os “evangélicos”.

Nos dias de hoje, quase sempre, ser “um evangélico” já não tem nada a ver com ser evangélico conforme o apostolo Paulo.

Hoje, quando um evangélico “evangeliza”, em geral, ele o faz a fim de que a “igreja” cresça como poder histórico visível. Ou seja: “evangelização” significa crescimento numérico sob o pretexto de que se quer salvar as almas do inferno. Pelo menos é isto que se diz e é isto que as “ovelhas” pensam, pura e ingenuamente.

De fato, se se conversar ou se se tiver alguma intimidade com o meio pastoral, ver-se-á que na maioria das vezes corre-se não atrás da vida humana, mas dos recursos humanos que com as multidões também chegam para dentro do negócio religioso.[18]

Portanto, não é de admirar que o marketing seja hoje um dos mais importantes instrumentos usados pela “igreja”. Apenas uma “igreja” precisa de marketing. Isto porque quem de fato é, não tem que se preocupar em parecer ser.



O marketing religioso é o lugar onde nossos ídolos são fabricados e polidos, de tal modo que sua “imagem” possa continuar a inspirar os devotos ou a enganar os que se impressionam com aparências.[19]

O marketing como pro-moção pessoal, é moral, pois, é imagem de escultura, sendo, também, idolatria!



Explosão numérica, na História da Igreja, quase sempre correspondeu a diluição tanto da Palavra, como do caráter do discipulado, bem como implicou em des-significação da alma humana, afinal, uma multidão pode se beneficiar da Palavra, quando há Palavra, mas não pode experimentar reconstruções de individuação, pois, nas massas, ninguém cresce como indivíduo na comunhão fraterna, na afirmação individual e nos carinhos de quem conhece e se importa, pois, tais realidades, inexistem em todo processo de massificação.

Além disso, milhares de “acomodações” precisam ser feitas em relação ao conteúdo essencial do evangelho quando se utiliza do marketing religioso ou das associações políticas, culturais e econômicas que daí advêm— ou seja: da rendição ao significado-des-significado do capital das massas, que são reduzidas apenas ao testemunho de poder majoritário que elas trazem aos lideres, enquanto as almas dos indivíduos viram apenas números.

Quando Paulo evangelizava isto significava levar às pessoas a consciência da Graça salvadora de Jesus e da possibilidade da experiência da liberdade-salvadora, tanto na perspectiva individual, como também na comunitária. O resultado, portanto, não é o surgimento de um número a mais para as estatísticas celestiais, mas uma nova criatura, que já começa a se humanizar na Terra, nos vínculos e nas mutações dinâmicas e permanentes que o Espírito da Graça, em Cristo, faz nascer no Novo Homem!

Desse modo, como já disse antes, se Paulo estivesse vivo hoje, provavelmente, ele nos diria que nós ainda não somos convertidos, pois, voltamos atrás, e aderimos aos conteúdos que negam a Cruz de Cristo![20]

Isto nos coloca, no mínimo, diante de três reflexões. A primeira é que a atual “consciência cristã”, é, na maior parte das vezes, anti-cristã, e uma clara e escrachada negação dos conteúdos do Evangelho de Jesus!

A segunda, é a impossibilidade hermenêutica [21] de que a Leitura da Escritura feita com “véu na face” possa nos conduzir à revelação da Palavra da Graça!

Portanto, não importa o “método” ou a “escola hermenêutica” em questão. Na Graça até o pior de todos os “métodos” trás mais revelação da Palavra que o melhor método hermenêutico usado com as viseiras da Lei, da Moral, dos Legalismos, dos Carismatismos narcisistas (que faz do totem carismático a forma referencial de ser para os demais), e seus derivados!

Todos são apenas o sub-produto da formula conceitual da Teologia Moral de Causa e Efeito!

Infelizmente, nós é que nos tornamos os judaizantes de hoje e é de nosso meio que procede a grande resistência à Graça de Jesus!

Se nós, cristãos, não nos convertermos ao Evangelho de Jesus, melhor será que assumamos de vez que nos tornamos, do ponto de vista de Paulo, inimigos da Cruz de Cristo!

Que Deus nos dê Luz!



Caio

Escrito antes do site entrar no ar, em dezembro de 2002

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[1] Aliás, em toda história bíblica, onde a esperança sempre se esconde no “renovo”, no “remanescente” ou “pequeninos”.

[2] II Co 5: 16

[3] II Co 3: 18

[4] Isto porque estamos seguindo no caminho de Caim, que invejou seu irmão porque não via a vida com os olhos da Graça (I Jo 3: 11-13).

[5] Tito 1: 10-16—onde se diz que os da “circun-cisão” eram os que, por ganância, tentavam conquistar os conquistados pelo Evangelho da Graça, usando como expediente de dissimulação os mandamentos de homens e as fabulas judaicas. Entretanto, Paulo diz que isto corrompe a consciência, na medida em que ninguém sobrevive, sadiamente, à tais mandamentos de homens. Eles, esse mandamentos de homens, cor-rompem a mente, os sentidos e a consciência. Assim, os que os ensinam, com a boca professam o Nome de Jesus, mas suas obras o negam. E o negam na medida em que mesmo confessando-o ainda assim insistem na manutenção daquilo pelo quê e contra o quê Jesus morreu! As obras só se são justificadas pela fé na Graça de nosso Senhor Jesus Cristo. Do contrário, toda obra é pecado, pois, tudo o que não provêm de fé, é pecado!

[6] Fp 1:27

[7] E aqui menciono apenas a Paulo em razão da obvia e infantil alegação daqueles dispensacionalistas que crêem que tudo o que aconteceu como comportamento antes de Cristo não pode mais servir de exemplo para nós, exceto nos casos previamente selecionados por nós. Paulo, no entanto, não é Sansão, pelo contrário, ele é um de nós, nosso apostolo, o Apostolo dos Pagãos; ou seja: dos gentios. Entretanto, vale lembrar que se nos utilizássemos do critério do antes e depois de Cristo, Abraão, o pai da fé, ficaria de fora também! Paulo e o escritor de Hebreus não pensavam assim, pois se utilizam deles a fim de referendarem a fé, no Hoje!

[8] Ex 12: 1-36

[9] I Pd 1: 17-21

[10] Jo 6: 51-63

[11] Heb 9: 1-28—pelo amor de Deus! leia toda a epístola aos Hebreus, de ponta a ponta, de uma única vez, e, honestamente, responda se o que acabo de dizer acima é muito menos do que a epístola fala?! Aqui devo dizer que o que vejo em volta é exatamente o que está dito em Hebreus 6: 1-8. Aquela é a advertência!

[12] Em Gl 5: 12 Paulo ironiza daqueles que tentavam impor a circuncisão aos cristãos gentios, que, na sua obsessão em lidar com o prepúcio, um dia acabassem se auto-castrando!

[13] Apc 3: 15-16

[14] Tg 1: 17

[15] É óbvio que o uso das terminologias “culturais” de outras religiões, têm a finalidade de fazer com que pelo contato-terminológico as pessoas ouçam com familiaridade para com o ídolo—que é o conteúdo cultural do termo em uso—e, assim, se convertam sem mudar sua maneira de entender o mundo espiritual. Então há arrependimento do que não se obteve de vantagens antes da conversão, mas a mente não muda, apenas se trans-muda para um outro lado que só é “outro lado” se se enxerga apenas o que está do lado de fora, sendo, porém, a mesma coisa, pois, fundamenta-se nos conteúdos da Teologia Moral de Causa e Efeito. Daí as barganhas!

[16] Alguém que me ouviu dizer a mesma coisa, por me amar, indagou-me se eu não tinha medo de catalisar tanto ódio, revolta e antagonismos contra mim, por eu dizer as coisas que sempre disse e que, hoje, continuo a dizer?! Minha resposta foi e é que eu não suportaria não dizer apenas por que sei que sou pecador. Ser pecador nada tem a ver com pecar contra aquilo que é verdade da Palavra. Para as minhas faltas, eu busco cura. Mas nem por isto fiquei cego. Minha questão é uma só: o que aqui digo é verdade ou não? Se for engano meu, fico feliz. Se eu estiver certo, morro de tristeza! Creia-me, eu não gostaria de estar certo. Afinal, se é assim, pouca coisa, em volta de nós, ainda é !

[17] Não é de ad-mirar que a maioria dos que lideram os “evangélicos” e a maioria dos “constituintes” da “Igreja Evangélica” seja composta por pessoas que apenas trocaram de grupo religioso, mas que continuam, sob outros “emblemas”, a sacrificar como se ainda estivessem sob os domínios dos deuses de outrora. Depois de Jesus, a vida é um sacro-ofício, mas nunca um sacrifício.

[18] Ez 34: 1-23; Zc 11: 4-17; 13: 1-6—onde se mostra que a grande tentação do pastor é sempre “usar” os recursos das ovelhas, sem cuidado com elas.

[19] Zc 13: 4—fala do manto de pelos dos falsos pastores e profetas. Ou seja: toda falsificação precisa se preocupar com o invólucro, com a imagem, com a aparência e com a impressão. Isto é feito, de acordo com Zacarias, com a finalidade de enganar; ou seja: de parecer-se com Elias ou com as escolas de profetas e seus costumes anteriores. Mas é o marketing que está em cena. É o disfarce que se usa a fim de proclamar uma palavra em nome de Deus, parecer-se simbolicamente com o genuíno de um dia, afim de poder iludir e se apropriar dos recursos e das almas das ovelhas hoje.

[20] As Epístolas aos Gálatas ou aos Hebreus poderiam ser, tranqüilamente, renomeadas como a Epístola aos Evangélicos ou aos Católicos! Ou seja: uma epístola escrita para quem “caiu da Graça”.

[21] Para quem não sabe, supostamente, a “hermenêutica” é a ciência da “interpretação”.


Escrito em 2002, antes do site iniciar.