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Informativo

UMA VIAGEM VINTE ANOS NO TEMPO: CBE 2

UMA VIAGEM VINTE ANOS NO TEMPO: CBE 2

Estou chegando do Congresso Brasileiros de Evangelização 2, em Belo-Horizonte.
Foi maravilhoso reencontrar amigos amados, tantos eles são; ficar sentindo o carinho de tantos e tantos rostos, conhecidos e desconhecidos; e que me procuram com tanta ternura e amor, e dão testemunho do que Deus fez e está fazendo em suas vidas—seja ouvindo uma mensagem num CD, ou vendo um vídeo, ou um velho K7, ou lendo livros e livretos, visitando o site; além disso a quantidade enorme de pastores que falavam de como carregavam marcas de minha vida na Graça de Deus em seus ministérios.
Paulo disse que todos nós devemos buscar uma vida pela qual muitos possam dar graças a Deus.
Isso faz parte do culto: ver os irmãos sendo gratos a Deus pela Graça Dele em nossa vida, o que deve nos levar cheios de gratidão diante de Deus.
O livro de Atos dos apóstolos diz que Barnabé foi capaz de ver a Graça de Deus se manifestando em Antioquia: o primeiro lugar de verdadeiro encontro entre o conteúdo do Evangelho de Cristo, com cultura grega. O Evangelho teria que ser uma Boa Nova também para os gregos.
Ver a Graça de Deus, para Barnabé, significou muito mais que se imagina. Ele teve que ver contra o preconceito, aquilo que da parte de Deus se mostrava como genuíno, inegável.
Quando a gente gera graças a Deus pelo dom de Deus em nós, e que faz bem a muitos; isso também é uma outra gratidão a ser demonstrada: a daquele que não sendo nada, pelo dom da Graça, incita outros a olharem para Deus.
Assim, todos precisam uns dos outros, e só se completam se não temeram cada um ser o que é, sem reservas, na Graça de Deus.
Mas esta passagem pelo CBE 2 também me fez ver muita doença. Doenças sutis, ressentimentos velados, vergonhas entubadas, e incapacidade de saber como ficar natural, inibidos sabe lá em razão de quê—falo de uns poucos.
Também li a Carta de Belo Horizonte, uma oração “ao Deus da Igreja Brasileira”.
Fiquei triste ao ler a carta. Me parece sem muita esperança. A linguagem é a da saudade. Também soava como uma fala a seres póstumos; falaram sobre mim e Robinson Cavalcanti como entes falecidos.

“E sentimos saudades do Caio e do Robinson. Muitas saudades de Caio e de Robinson e, não sabemos porque, um certo sentimento de culpa e uma leve vontade de chorar”.

Eu li aquela carta-oração e pensei: “Meu Deus! Será que eu estou morto e não sei? Estou aqui, e eles dizem que estão morrendo de saudades de mim e do Robinson, por que será que não realizam que Deus é Deus de vivos, não de mortos, e que para Ele todos vivem?

Lembrei do modo esfusiantemente esperançoso que o CBE 1 terminou e comparei com o espírito desesperançado que havia em muitos, e pensei: O que o povo de Deus precisa urgentemente é de Esperança!
Acabou a exultação da Esperança.
Mas sei que isto não ficará assim.
Deus não ficará sem Seu próprio testemunho.
Disso meu coração sabe.
A “igreja” precisa conhecer urgentemente o Evangelho de Cristo.
O mais desafiador campo missionário que há no Brasil é formado por uma grande parte da “igreja evangélica”.
A missão é também anunciar o Evangelho aos Evangélicos.
Sem isto, não há futuro.
E o Evangelho é um só.
E é também para Evangélicos.

Caio