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Devocionais

SEMPRE FUI LOUCO! PERDÃO!

SEMPRE FUI LOUCO! PERDÃO!

 

SEMPRE FUI LOUCO! PERDÃO!

 

 

Somente Deus mesmo!...

Afinal, por mais natural que para muitos pareça, esta história de um homem, macho, inteligente, buscador da realidade, sem medo de encarar... — dizer que ama um Outro homem como seu Deus; e dizer que Deus seja tal homem; e que esse tal humano, homem, do tamanho humano de todo homem, seja Deus mesmo; Deus para todos os mundos, universos, dimensões, realidades, tempos e a-tempos; existências e inexistências existentes como tais; ou qualquer outra coisa ou dimensão, SIM, dizer que esse homem seja seu Deus! — de fato é insanidade e loucura!

Ora, quando me vejo aos olhos de mim mesmo como se eu não fosse eu, o que vejo é um homem louco, demente de irrealidade, que aguarda do Céu a sua salvação; incapaz de se entregar às lutas da política como remediamento ou da ciência como salvamento; evadindo-se de qualquer meio de raizamento da existência no chão do que possa ser “mais real”; sendo “megalomaníaco e mágico” na sua manifestação psicológica de esperança para o mundo, e também narcisista em sua auto-percepção.

Sou um louco filho de loucos pela mesma loucura!

É algo contagioso. Passa... Pega. Entra na gente. Transtorna tudo. Muda o olhar. Ensandece. Cria uma paixão incontrolável. É suicida na entrega. Não conhece poderes. Não teme os poderosos. Não está à venda. Não desiste. Não pára. E tal tipo de louco sempre crê que está mais acompanhado do que o mundo inteiro... Sim! Crê que sozinho, porém tomado pela loucura, ainda é maioria.

É assim que se eu não fosse eu, eu mesmo me veria...

É loucura por todos os meios e modos pelos quais eu possa, olhando para mim mesmo, observar-me aos meus próprios olhos como se eu não fosse o louco que fala de si mesmo.

Hoje eu sei que sou louco.

Sou tão louco que creio que qualquer outro lugar ou papel na vida me seria infinitamente menor em significado do que o que tenho feito todos os meus dias, desde os meus dezoito anos de idade.

Sim, sou tão louco que creio que minha existência obedece ao um Desejo Eterno.

Minha sandice me leva a crer que sou fruto do parto eterno de Deus, e que minha existência na história dos humanos era um grande desejo de Seu amor.

Essa maluquice de Jesus pegou em Pedro, em João, em Tiagos variados, em Judas bons e nem tanto, em Bartolomeus, Tadeus, Matias, Madalenas, Marias, Paulo e muitos Paulos, e até em Caios que não eram perversos Césares, como o Caio que me gerou, que era mais louco do que a maioria dos loucos Desse Amor, e eu mesmo, que, em escala menor, me reconheço como um total desvairado.

O problema é que não quero ser curado!

 

Meu Deus! Aumenta a doença de Teu amor em minha Insana mente, pois, ainda não enlouqueci o bastante.

 

Caio

8 de março de 2009

Lago Norte

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