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Informativo

Optimistas Profetas

Optimistas Profetas

Hoje a noite apareceu no Jô Soares um grupo musical chamado Os Optimistas.
Minha atenção se tornou imediata quando reconheci um dos integrantes do grupo, o cartunista Aroeira.
Fui apresentando ao Aroeira por Jorge Antônio Barros, naquele tempo diretor e jornalista responsável pela Revista Vinde, hoje Eclésia.
Aroeira e eu conversamos algumas vezes e ele me impressionou imensamente bem como pessoa humana.
O grupo é uma espécie de Juca Chaves coletivo e aplicado ao estilo e às pertinências dos nossos tempos.
Uma delícia ouvi-los.
Engraçados, inteligentes, espontâneos e finos.
Paródias, sátiras, cartunização musical, musicalização política e geográfica, banalidades apropriadas, etc...fazem do grupo um espetáculo gostoso de ver.
O fato de todos terem suas próprias profissões também os libera do espírito “artístico-profissional” que, na maioria das vezes, des-autentica muitos artistas.
Parece sempre que a melhor fase de um profissional é quando ele ainda é amador.
Ao final eles brindaram o público com uma música chamada Prosperidade, baseada nos “pastores e igrejas de prosperidade” que há espalhadas em abundancia neste país.
E o pior: tudo o que disseram era verdade!
Aliás, para quem é “de dentro” e transita nos “bastidores” ficou mais uma vez claro que Os Optimistas são inteligentes e finos.
Pegaram leve.
Disseram tudo, fizeram trocadilhos preciosos, insinuaram, deixaram claro, cobriram de novo, explicitaram, disfarçaram, parabolizaram, caricaturaram de maneira própria, e fizeram brincadeira com aquilo que só dá para levar a sério se for na brincadeira.
Enfim, profetizaram...
Até as pedras clamam.
Quem for sábio que ouça a profecia que vem de todos os lados.
Quem tiver ouvidos ouça Os Optimistas.
O que eles disseram, honestamente, é verdade!
Quem puder se reconhecer que se reconheça.
Quem não puder...discirna.
Quem é...converta-se.
Quem não é...não esquente a cabeça.
Afinal, só se zanga com Tim Tones quem Tim Tones é!

Caio Fábio