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O TRONO, O HOMEM, O CORDEIRO E O SENTIDO DA VIDA!

O TRONO, O HOMEM, O CORDEIRO E O SENTIDO DA VIDA!

 

 

O TRONO, O HOMEM, O CORDEIRO E O SENTIDO DA VIDA!

 

Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas.

Imediatamente, eu me achei em espírito em outro ambiente ou dimensão, e eis que vi, armado no céu, um Trono, e, no Trono, Alguém sentado; e esse Alguém que se acha assentado no Trono, era semelhante, no Seu aspecto, à pedra de jaspe e de sardônio.

[Era como uma aparência mineral indefinida!]

Ao redor do Trono, há um arco-íris que é semelhante a uma pedra de esmeralda.

[Como se o feixe do arco fosse de esmeralda densa, mas que carrega o arco-íris].

À volta do Trono há também vinte e quatro outros tronos, e, assentados neles, Vinte e Quatro Anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro.

Do Trono saem permanentemente relâmpagos, vozes e trovões; e, diante do Trono, ardem Sete Tochas de Fogo, que são os Sete Espíritos de Deus.

Há diante do Trono algo como um Mar de Vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do Trono e à volta do Trono, estão Quatro Seres Viventes, cheios de olhos na frente e nas costas.

O Primeiro Ser Vivente é semelhante a Leão, o Segundo, semelhante a Novilho, o Terceiro tem o rosto como de Homem, e o Quarto Ser Vivente é semelhante à Águia quando está voando.

[Assim era a aparência dos seres viventes!]

E os Quatro Seres Viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de olhos, ao redor e por dentro; não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando:

Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.

Quando esses Seres Viventes derem glória, honra e ações de graças ao que se encontra sentado no Trono, ao que vive pelos séculos dos séculos, os Vinte e Quatro Anciãos prostrar-se-ão diante Daquele que se encontra sentado no Trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando:

Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas Tu criaste, sim, por causa da Tua vontade vieram a existir e foram criadas.

Vi, na mão direita Daquele que estava sentado no Trono, um Livro escrito por dentro e por fora, completamente lacrado com sete selos.

Vi, também, um Anjo Forte, que proclamava em grande voz:

Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos?

Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, ninguém era digno de abrir o Livro da Redenção da Terra, nem mesmo olhar para ele.

Diante disso eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o Livro da Redenção da Terra, nem mesmo de olhar para ele.

Todavia, um dos Vinte e Quatro Anciãos me disse:

Pare de chorar; pois o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos.

Então, vi, no meio do Trono e dos Quatro Seres Viventes e entre os Vinte e Quatro Anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha Sete Chifres, bem como Sete Olhos, que são os Sete Espíritos de Deus enviados por toda a Terra.

Veio, pois, o Cordeiro e tomou o Livro da Redenção da Terra da mão direita Daquele que estava sentado no Trono!

Ora, quando Ele tomou o Livro da Redenção da Terra, os Quatro Seres Viventes e os Vinte e Quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.

Eles, os Quatro Seres Viventes e os Vinte e Quatro Anciãos, entoavam novo cântico, dizendo:

Digno és Tu, ó Cordeiro, de tomares o Livro da Redenção da Terra e de abrir-lhes os selos, porque somente Tu foste morto e com o Teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e, por isto, reinarão sobre a terra.

Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do Trono, dos Seres Viventes, [que estão no meio do Trono e à volta dele], e dos Vinte e Quatro Anciãos, [que ficam assentados em tronos ao redor do Trono] — e a voz de anjos que eu ouvia, era de um número que passava milhões de milhões e milhares de milhares.

Ora, essas vozes de muitos anjos proclamavam em grande voz:

Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.

Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há — Sim! Vi que tudo o que existe dizia:

Àquele que está sentado no Trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.

E os Quatro Seres Viventes respondiam:

Amém!

Também os Vinte e Quatro Anciãos prostraram-se e adoraram.

Vi quando o Cordeiro abriu um dos Sete Selos que selavam o Livro da Redenção da Terra, o qual estava selado por dentro e por fora.

 

 

Poucas cenas me são tão comoventes quanto Apocalipse 5, quando o homem é levado ao ambiente de toda Plenitude, e entra diante Daquele que é, e vê a Sua glória, e assiste a representação dos Poderes Universais mais conscientes em amor para com Deus; e, depois, vê o Livro, o documento do Sentido da Vida e dos Humanos; e ouve a pergunta:

“Quem pode abrir o Livro e realizar o seu Sentido?” — e, então, o homem passa a chorar muito; pois, em nenhuma dimensão de existência e entre todas as criaturas, não havia uma única que tivesse a dignidade para levar tudo ao seu Sentido. 

Assim, sem esperança, o homem chora em total desolação.

A criação estava aprisionada a si mesma.

Não havia ninguém que pudesse dar dignidade ao todo e a cada um.

Ouve-se o choro de um João diante do Trono de Todos os Universos!

Um sábio da Assembléia Celestial se põe em pé, e repreende o homem.

“Pare de chorar! O Leão, a Raiz da Esperança, o Filho da Promessa, o Filho do Homem venceu e pode abrir o livro!”

Então o homem se volta à procura de Algo e vê um Cordeiro, um Sacrifício, uma Cruz, um Madeiro, uma Estaca Universal, e, sobretudo, vê que o Sentido de tudo estava no sentido da vida manifesta por Jesus, o Cordeiro de Deus.

Vê que é daquela Fraqueza que vem o poder para virar as entranhas do Universo ao contrário, e, assim, pára de chorar.

Vê que o Cordeiro, o Eterno Sacrifício, a Dádiva da Vida, o Encarnado em Jesus, toma o Livro da Mão Daquele que é o Pai de Todas as Coisas.

Vê que todas as criaturas de todos os mundos e dimensões, trilhões e trilhões de seres, todos, à uma, se curvam diante do Cordeiro da Vida, do Autor e do Altar da Vida, e o adoram com todas as adorações.

Vê que o Sentido Final de Todas as Coisas é dar glória, honra e louvor ao Criador.

Vê, também, que depois de se saber o Sentido Final, o Livro é aberto, e que com o seu tirar de selos, o sentido da vida na Terra vai se tecendo com catástrofes e catástrofes, todas provocadas pelo homem, até mesmo as que parecem naturais.

Vê que entregue a si mesmo o homem é suicida, homicida e genocida.

Vê que a cura da Terra vem do céu.

Vê o Céu descer a Terra.

Vê todas as coisas absorvidas pelo amor de Deus. 

Vê que o Sentido da Vida e do Homem é constituir uma comunidade de amor eterno sob a Luz do Cordeiro da Vida, Daquele que é amor, e que por isto criou por amor, e, em amor, antes de criar, fez do poder da Vida a força do Sacrifício.

A salvação da criação, de qualquer criatura, está no fato de que o Motor da Criação foi/é o Sacrifício do Cordeiro como entrega da Vida para gerar vida como fruto do amor.

 

 

Nele, que é o Autor e o Altar da Vida,

 

Caio

27 de abril de 09

Copacabana

RJ