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AS MALDITAS MALDIÇÕES INVENTADAS PELOS PASTORES DO MEDO

AS MALDITAS MALDIÇÕES INVENTADAS PELOS PASTORES DO MEDO




AS MALDITAS MALDIÇÕES INVENTADAS PELOS PASTORES DO MEDO

 

Foi aí pelo meio da década de 80 que algumas pessoas começaram, aqui no Brasil, a falar sobre “quebra de maldições”.

 

Em 1970 já havia em Niterói o movimento de “Oração de Renuncia”, que veio a ser o “joão batista” da febre da “messiânica quebra de maldições” que hoje atinge a igreja como infecção mortal, e que já deixou o “paciente” com diagnóstico de morte lenta, porém certa.

 

Durante pelo menos duas décadas, invariavelmente, todos os “assuntos” me eram trazidos, fosse pelos que estavam “comprando pacotes”, fosse por aqueles que já haviam “aderido” a algum pacote, mas que buscavam em mim alguma “confirmação”.

 

Obviamente os “promotores” dos pacotes não falavam nada comigo, apesar de me procurarem sempre para outras coisas, especialmente buscando ajuda para “solução de problemas ministeriais”; ou para que, pela proximidade e pela cortesia com a qual me tratavam, garantissem que não teriam minha voz falando nada em contrário.

 

Naquele tempo uma simples fala minha poderia colocar sobre eles “a marca” da heresia. Daí hoje eles fazerem tudo o que podem para tentar ver se colam alguns desses rótulos em mim.

 

Assim, convidavam-me para seus eventos, onde no curso de dias alguém tocava no “assunto”, mas no momento de minha estada para pregar, fosse “abrindo”, fosse “fechando” a conferencia, os temas duvidosos nunca eram mencionados.

 

Eles sabiam que nem que fosse gentilmente eu haveria de falar o que pensava sobre o tema, caso eles o propusessem numa reunião onde eu estivesse presente.

 

Sabiam que assim era apenas porque com toda ética nunca deixei de expressar minha opinião a respeito de nada, mesmo que eles não gostassem.

 

Desse modo, os promotores dessas “novidades” nunca falaram desses assuntos comigo, e, muito menos, os propuseram em minha presença, mesmo que fosse “dentro da casa deles”.

 

Eles sempre souberam o que eu pensava sobre todos aqueles “ventos de doutrinas” que relativizavam a Cruz de Cristo, que enfraqueciam as conquistas da consciência na Graça, e que mantinham o povo em dependência do “pastor-sacerdote”, gerente de “poderes” que ele supostamente poderia “reter” ou “liberar” sobre o povo.

 

Sim! eles sabiam que sempre cri na Palavra e sempre a preguei com clareza e retidão, daí não me trazerem “pacotes” que nada mais eram do que as “novidades” que eles haviam aprendido na intenção de “concorrer” com os “novos produtos” de natureza “pseudo-doutrinária”, que sempre apareciam e aparecem no “mercado evangélico” de enganos travestidos de roupagens bíblicas.

 

Bem, isso era “naquele tempo”. Depois disso fiquei cinco anos ausente e massacrado—tempo no qual eles tentaram me demonizar, pois sabiam que nem morto eu daria suporte para os enganos que eles, agora, propunham com “total liberdade” e nenhuma voz de contestação que fosse ouvida relevantemente em contrário.

 

Ouço histórias de como pessoas nunca conseguiam progredir na vida, nos negócios, ou ainda se libertarem de determinadas “tendências” de comportamento, até que alguém liberou a “libertação” sobre suas vidas; possivelmente “quebrando” uma “consagração” que um antepassado teria feito dessa pobre alma.

 

Agora a pessoa é cristã, mas dizem que pelo “desconhecimento” acerca das “consagrações” pagãs feitas por seus ancestrais no passado, em “encruzilhadas” dos enganos, ainda hoje padece, mesmo tendo crido em Jesus.

 

Também vejo “apóstolos-sacerdotes” proclamando essas loucuras na televisão, enganando o povo, falsificando a Palavra, e trazendo ignomínia sobre a Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Outro dia estava conversando com uma amiga de quase toda a vida, quando, de súbito, ela me disse que estava tendo uma reunião de “libertação” na casa dela.

 

Libertação é sempre algo muito bom. Quem não precisa? O Evangelho é libertação para a Liberdade. Só que não tem nem agenda, e muito menos hora marcada.

 

Como assim?—eu quis saber.

 

É que uma amiga me disse que eu deveria observar que em minha família os homens tendiam a ter um coração mais duro para Jesus, e um comportamento diferente do das mulheres, que são mais abertas para Deus—me afirmou minha querida amiga.

 

Por uns segundos eu fiquei lembrando da família dela. De fato as mulheres da família são as que “puxam” os homens não para Deus, mas para a “igreja”. Conheço-os desde há muito, e sei o que falo.

 

No entanto, honestamente, não vejo nenhum tipo de reação negativa dos homens a Deus naquela casa. Nada que não aconteça nas “melhores famílias”, especialmente onde se confunde Deus com “igreja”.

 

Vejo-os, sim, meio cansados das bobagens da “igreja”. Alguns deles são homens muito sensíveis e inteligentes, e não suportam as interpretações pedradas e pífias que na maior parte das vezes ouvem dentro do aquário da religião.

 

Mas nem por isso a maioria deixou de “freqüentar” os cultos, apenas não conseguem se “empolgar” com a proposta, como eu também não consigo. E meu coração é de Jesus.

 

Deus é uma coisa. A “igreja” é outra. Quem é de Deus, é da Igreja. Mas nem todo mundo que é da “igreja”, é de Deus.

 

Que é isso, minha querida?—indaguei com muita dor.

 

Afinal, somos amigos desde a infância, e ela já ouviu a Palavra da Graça tempo suficiente para não correr mais atrás dessas “brisas de doutrinas”, apenas capazes de arregimentar crianças na fé.

 

Mas e os nossos filhos? Será que o comportamento deles não carrega alguma herança?—indagou-me.

 

Pensei nos nossos filhos. Ela tem quatro. Eu também. Eles são amigos entre si. Saem juntos quando se encontram. Um dos meus filhos ama de verdade um dos filhos dela.

 

O que têm os nossos filhos? São normais. Você se refere a quê? Está falando que gostam de dançar, de ir a praia, de namorar, de serem jovens? Minha querida! Você esqueceu de como eu era? Eu sim era da pá virada! Esqueceu de que foi comigo que você se reaproximou da Palavra? Esqueceu de que antes disso você era uma jovem como eles? E de como mesmo assim você sempre foi normal? Há tempo para tudo. Eles são cristãos e jovens. Todos eles conhecem o Senhor. Nós só temos que não deixar que a “igreja” os desvie com essas maluquices. Mas todos eles são de Cristo—eu afirmei com certeza e tristeza pela obviedade da repetição.

 

Então ela me disse que quando começou essa reunião de “quebra de maldições”, viu que muitos crentes haviam ficado melhores, mais livres...

 

Não, minha irmã! Eles apenas receberam mais um álibi a fim de não se enxergarem, e fizeram mais um processo “psicológico” de transferência e projeção, só que agora na direção de aliviarem a auto-percepção, transferindo a culpa para os ancestrais e para o Diabo. Mas é apenas mais uma fase. Em pouco tempo terão que se encarar outra vez, e vão procurar alguém que dê mais um anestésico para eles, retardando sempre a cura da alma, que vem do encaramento da verdade na Graça—expliquei com o coração doído.

 

Então comecei a falar da Cruz, e chorei de tristeza. Tristeza de que uma amiga querida e constante na caminhada ainda fosse vítima desses laços de engano.

 

Ontem, à noite, eu vi na televisão um “apostolo amazonense” que propaga esses “ventos de doutrina”. Eu chorei de angustia outra vez.

 

Ele, o apóstolo, freqüentava os Congressos da Vinde. Já ouviu muito a verdade. Sei que ele sabe que está enganado e enganando as pessoas. Sei que se nós dois estivéssemos juntos ele jamais “puxaria” aquele assunto comigo. Ele sabe a quem fala aquelas maluquices, e também sabe porque o faz.

 

Ele agora se trata como “pai espiritual” das pessoas. Diz que todos têm que lhe pedir a benção como “apostolo”. Afirma que possui o poder de liberar a “benção” para os “seus” discípulos. E diz que ele é “sacerdote” entre Deus e o povo; e garante que quem quer que fique a ele submisso estará “protegido” nas regiões celestiais. Ele é fonte de “autoridade” espiritual. Uma espécie de Banco de Bênçãos e Guardião das Almas.

 

Chorei outra vez!

 

Tudo me parece perdido...

 

A Palavra da Cruz está definitivamente traída. Os inimigos da Cruz venceram, sendo que hoje fazem tudo isto em nome de um “tal Jesus” que não é Aquele que morreu no madeiro, fazendo-se, para sempre, maldição em nosso lugar, e nos libertando de toda maldição.

 

Enquanto via a baboseira enganosa que ele pregava como que procedente da “palavra”, lembrei de uma situação oposta.

 

Veio-me à mente uma história de pessoas muito amadas, e que servem a Deus há mais de seis gerações.

 

Trata-se de um caso para o qual a “quebra de maldições” não tem o que dizer.

 

Assim segue abreviadamente a história dessa família. Obviamente que não mencionarei seus nomes. Usarei apelidos relacionados ao caráter de cada um.

 

Assim segue...

 

Folheteiro de Deus casou com uma Protestante Bonita e gerou quatro filhas e um filho: Decoradora Crente, Intercessora, Ingênua de Deus, Bondosa, Literata de Jesus, e Pintor de Cristo.

 

Bondosa casou com Livreiro de Deus, que era filho de um santo Aventureiro da Fé, sendo ele mesmo um homem extraordinário.

 

Decoradora Crente casou com Olho Bom, um cristão manso e honesto.

 

Ingênua de Deus casou com Médico Amado, que é irmão de Olho Bom, e também é homem dedicado à fé, e o fazia de todo o coração.

 

Intercessora casou com Funcionário Cristão, homem da fé, embora não tão dedicado quanto os demais.

 

Literata de Jesus casou com Vaqueiro Grosso, um ser estúpido e perverso, e que a oprimiu o tempo todo, e por muitos anos.

 

Pintor de Jesus casou com Magrinha Legal.

 

Folheteiro de Deus e que casou com a Protestante Bonita, era mentalmente desequilibrado. Surtava sempre. Mas seus surtos eram todos do bem. Vivia para pregar nas ruas e praças, e carregava folhetos de evangelização aonde quer que fosse. Era amado pelas filhas, pelo filho e por todos. Mas, muitas vezes, não batia muito bem da santa cabecinha.

 

Sua esposa, Protestante Bonita, era viva e sadia. Mas tinha também ancestrais cristãos que carregavam alguns casos de “surtos” na família. Todos surtos bondosos e “missionários”. Acompanhei esse lado da família também.

 

Bondosa casou com Livreiro de Deus. Tiveram filhos lindos. Mas Bondosa surtava. Quando estava bem, era extremamente generosa e fazia sua “pulsão” promover as causas do amor. Quando estava doente, ficava mais bondosa ainda, e operava verdadeiros milagres de amor; mas era insuportável para a família, pois não era sadio. Ficava sem dormir e pirava de bondade. Teve que ser internada muitas vezes. E a família sofria.

 

Decoradora Crente, que casou com Olho Bom, e que era um cristão manso e honesto, desenvolveu outro tipo de surto. Aparentava normalidade. Mas não cessava de arrumar a casa. Arrumava-a tanto que ninguém na casa se sentia a vontade para sentar, deitar, comer, dormir, ou qualquer outra coisa. Ela estava o tempo todo em pé esperando a hora de “limpar”. Até mesmo na igreja ela era assim. Decorava o “templo” o dia todo, e até mesmo na casa do “pastor” ela entrava para “arrumar”, o que deixava a esposa do ministro muito desconfortável.

 

Ingênua de Deus que casou com Médico Amado—irmão de Olho Bom, casado com Decoradora Crente—, tornou-se uma mulher dotada de uma ingenuidade quase patológica. Muito bem casada, ela contava com a paciência do esposo para viver de reunião de oração em reunião de oração. Sempre escrevendo as profecias que ouvia. Sempre com grande vocação para seguir “seitas” evangélicas onde proliferassem as profecias e as visões, a maioria das quais até eu como menino sabia que eram, na melhor das hipóteses, “boa vontade do profeta”. Sua bondosa e piedosa “fixação” nisto a manteve a vida toda dependente de “sacerdotes” carismáticos que a puseram de olho fechado e de joelhos no chão. Tudo aparentemente piedoso, mas quem a conhecia—e o histórico da família—, sabia que havia um “desequilíbrio” instalado ali.

 

Intercessora que casou com Funcionário Cristão, seguiu o caminho junto com Ingênua de Deus. Fizeram a mesma viagem. A viagem de Intercessora muito mais intensa, embora ela fosse mais pé-no-chão. Mas chegou a época em que quem quer que a visse “de longe” não conseguiria enxergar ali nada além de surtos vestidos de piedade cristã. Os santos maridos suportavam a seu próprio modo os excessos piedosos de suas esposas.

 

Literata de Jesus, e que casou com Vaqueiro Grosso—um ser estúpido e perverso, e que a oprimiu o tempo todo e por muitos anos—foi, com certeza, quem mais sofreu entre as mulheres da família. Sofreu na mente suas próprias angustias de desequilíbrio e, sobretudo, sofreu a dureza e a opressão de seu adoecido “marido-carrasco”. Amarrada, e sedada, ela teve que se “fazer de louca” a fim de sobreviver a maldade de Vaqueiro Grosso.

Surtada, às vezes, ela era. Mas seus “surtos” seguiam os da família. Eram todos desequilíbrios que seguiam a tendência da bondade e da virtude cristã. Mas vaqueiro Grosso era perverso, e a adoeceu imensamente durante anos.

 

Pintor de Jesus, e que casou com Magrinha Legal, foi o mais doente de todos. Como sua esquizofrenia manifestou-se bem cedo. Por isso, os médicos praticaram nele uma intervenção no cérebro, e que o deixou “calmo”, porém completamente dês-compensado. Apesar disso seus dons naturais nunca pararam de se expressar. Pintava muito bem. E quando estava menos surtado era muito engraçado. Quando estava mais surtado, era engraçado demais. Sua esposa o amava e sabia quem ele era apesar daquela deficiência.

 

Todos eles geraram filhos que foram filhos de sua própria geração. Tornaram-se pessoas menos problemáticas naquela área. A soma dos filhos deve chegar a 35 a 40 pessoas. Deles, talvez uns sete sejam ainda pessoas que carregam mais nitidamente os traços das deficiências de seus progenitores. Os demais são normais.

 

Todos eles são cristãos. Todos conhecem a Jesus. Todos estão agora criando os seus filhos também na fé de seus pais. Nunca nenhum deles procurou nada que não fosse relacionado ao Evangelho.

 

 

Mas as marcas da hereditariedade estão presente neles, agora já bem mais diluídas pelas misturas genéticas que se seguiram. Afinal, cada um gerou de combinações genéticas estranhas a eles mesmos. Se tivessem casado entre si a mal genético teria se perpetuado, apesar da fé.

 

Trata-se, aqui neste caso, de uma carga genética. E não há maldição a quebrar, mas apenas uma consciência a ser tomada, e novas misturas genéticas a serem promovidas, a fim de que o “defeito” se diluía pela variedade das novas somas.

 

Aqui não há maldição hereditária. Há defeito “físico”. O mesmo tipo de defeito que pode dar como mão mirrada, pé torto, coração propenso ao infarto, tendência ao glaucoma ou ao diabetes, ou mesmo cegueira de nascença.

 

Então, você pergunta: O que é maldição hereditária?

 

Primeiro é preciso diferenciar defeito congênito de maldição hereditária.

 

O exemplo que dei acima estabelece de modo dramático o que a carga genética pode produzir.

 

A maldição hereditária é aquilo que se transforma em “carma” espiritual e cultural—cultura, num laboratório, é algo que tem vida própria e prolifera—e que se mostra como comportamento ou pulsão em direção a determinadas formas de conduta, e que atraem certas formas de “destinos” malignos.

 

Assim como o gene carrega sua carga de memória, assim também a “memória”—tanto individual e inconscientemente, como também cultural e coletivamente—, carrega uma “mídia” que conduz gerações inteiras para certas tendências e escolhas ruins.

 

O V. Testamento fala bastante de maldição. Maldição era a benção ao contrário, na visão dos homens antigos.

 

Antes da entrada na “Terra Prometida”, Deus falou a Israel por Moisés as seguintes palavras:

 

 

Vede que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: A bênção, se obedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu hoje vos ordeno; porém a maldição, se não obedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que eu hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que nunca conhecestes.

 

 

Uma vez tendo começado a campanha para a “conquista” da terra, Israel teve que passar por Moabe. O rei de Moabe não queria aquele aproximação. Temia a Israel. Ouvira falar de como Moisés os tirara do Egito com sinais prodígios e maravilhas. Era o tipo de vizinho que Moabe não queria ter. Por isso, mandou chamar a um bruxo da Mesopotâmia a fim de amaldiçoar a Israel.

 

Assim foi que Balaão veio a fazer parte da história de Israel. Tendo sido contratado para amaldiçoar, Balaão não conseguia seu intento, pois Deus lhe mudava na boca as maldições em bênçãos em favor dos filhos de Jacó.

 

Assim diz a Escritura:

 

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