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Devocionais

A ERA DO BRONZE DA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ

A ERA DO BRONZE DA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ



Em I Coríntios de 12 e 13, Paulo diz que a comunidade dos discípulos, por mais ordeira que seja, e por melhor que pratique os dons do Espírito, com ordem e com bom senso; e, ainda que reconheça os ‘homens - dons’ que Deus dá ao Seu Corpo — que é a comunidade da fé —; pessoas com dons apostólicos, proféticos, sábios, dotados de fé e de poder de invocar e realizar milagres, etc...; MESMO assim, sem AMOR, nenhuma dessas coisas realiza nada de bom ao ser que as pratica.

Alias, realiza sim, mas apenas ante os olhos dos homens, perante os quais, cada “dom e serviço” desse gênero, pode se manifestar, com todas as suas performances impressionantes e etc...

Entretanto, se a pessoa caiu na armadilha dos fariseus, que é a performance ‘para fora’, para os ‘outros’, para a ‘platéia’, então, por mais lindamente performática que sejam suas ações, não lhe terão nenhum proveito espiritual, ainda que de fato elas possam acontecer, conforme Jesus disse em Mateus 7, quando falou das obras dos lobos vestidos de ovelhas. Porém, nada disso lhes aproveitará, pois o que aparece como ‘resultado’ diante dos olhos aturdidos dos incautos e impressionáveis, não se fez acompanhar de amor aos olhos de Deus.

Sim, pode haver poder sem amor, mas nenhum poder sem amor ‘pode’ para além do que é visível, pois nada realiza para o que fica e é eterno.

Pode operar grandes milagres, ou curas, ou ter toda sabedoria e ciência; pode dar seus bens aos pobres num gesto lindo de se ver e celebrar; ou pode até mesmo dar seu corpo em martírio em favor dos homens, da fé ou de sua própria consciência; porém, sem AMOR, nada disso aproveitará ao seu próprio ser.

Sim, performances carismáticas, sem amor no dia-a-dia e sem uma atitude genuinamente altruísta e cheia de graça e misericórdia, nada mais geram do que um palco para aplausos públicos, embora a alma não tire nenhum proveito espiritual de tais realizações.

Paulo diz: “... ainda que... (realize tudo isto)... sem amor, serei como o bronze”!

Homens da Era do Bronze Espiritual!

Sim, são esses que vivem das performances de latoeiro, da manufatura de “dons e serviços”, mas que não são filhos do amor!

Sem amor, o exercício carismático apenas gera HOMENS DE BRONZE!

A igreja saiu (e olhe lá se saiu... !, mas pelo menos, em ‘tese doutrinária’, saiu...) da Era das Tábuas de Pedra (Lei de Moisés) e entrou na Era da Espiritualidade do Bronze (Conforme se vê).

Sim, porque mesmo os que dizem que andam conforme a fé num “Deus vivo e que opera maravilhas”, ainda assim, não estão nem aí para o amor, o qual, para eles, é, na pratica, coisa de cristão ingênuo; só sendo uma ‘palavra-argumento’ a ser usada a fim de manter a aparência de espiritualidade em publico... entre os tolos aos quais eles enganam.

Esta é a Era do Bronze Espiritual para os crentes. Cheios de confissões de milagres; porém secos de vida; e, por esse processo de carisma sem amor, vão se tornando gente do bronze na alma.

Sim, acabam virando latão!

“Sem amor, sou como o bronze que soa ou como o latão que retine”, disse Paulo de si mesmo.

O que você anda fazendo, homem da Era do Bronze?!

Você pensa que suas mãos erguidas em ausente “adoração”, adoram? Você pensa que pode estar cheio de ódio e entrar num palco de culto enganando a Deus dizendo ‘aleluia’? Você pensa o quê? Que Deus é como a sua platéia?

Homem da Era de Bronze da Fé, acorde. Você está só... sem amor. O mundo conhece você. Mas Jesus nunca o viu. Que horror. Conhecido pelos homens e desconhecido de Deus!

Homem de Bronze! Deixe as forças do Amor ressuscitarem você. Então, tenha os dons que Deus lhe der, pois, praticados em amor, todos eles lhe aproveitarão; e você já não será o homem-latão, mas a Melodia e a Canção Vivente da Boa Nova entre todos os humanos; e até para anjos perplexos com a Graça vivida por gente como nós.

Pense nisto!

 

Nele, em quem o som só é melodia se feito e soprado pelos ventos do amor que nascem em nossos corações,


Caio